
Por: Luana Angelis

O empresário norte-americano Bryan Johnson, conhecido por investir milhões de dólares em pesquisas para retardar o envelhecimento, afirmou ter criado um “clone” de si mesmo em laboratório. O anúncio foi feito em suas redes sociais e rapidamente repercutiu em todo o mundo.
Apesar da declaração, o chamado “Bebê-Bryan” não é um clone humano nem uma criança. Trata-se de um conjunto de células produzidas a partir do sangue do próprio empresário, desenvolvido para pesquisas médicas.
Segundo Johnson, o objetivo da iniciativa é possibilitar estudos voltados ao desenvolvimento de terapias, cultivo de órgãos para transplantes, testes de novos tratamentos e pesquisas sobre rejuvenescimento celular. No entanto, especialistas destacam que não há evidências científicas que comprovem que essa tecnologia seja capaz de reverter o envelhecimento.

Bryan Johnson, de 48 anos, ganhou notoriedade por investir cerca de US$ 2 milhões por ano no projeto Blueprint, que reúne dezenas de profissionais para testar protocolos voltados à longevidade. Entre as experiências mais conhecidas está a realização de transfusões utilizando o sangue do próprio filho adolescente, prática que também não apresentou comprovação científica de benefícios para retardar o envelhecimento.
Recentemente, o empresário revelou ter sido diagnosticado com gastrite autoimune, doença em que o sistema imunológico ataca as células do estômago. Segundo ele, o diagnóstico abriu novas perspectivas para suas pesquisas sobre regeneração e fortalecimento do organismo.
O anúncio reacendeu o debate sobre os avanços da biotecnologia, os limites éticos das pesquisas envolvendo células humanas e os desafios científicos na busca por tratamentos capazes de prolongar a vida com qualidade.
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