Artistas ser reinventam para enfrentar pandemia e se apresentam em circo no sistema drive-in em Arujá

A iniciativa foi uma maneira de continuar oferecendo as apresentações para as famílias, sem aglomerações e com segurança.

O setor da cultura foi um dos mais atingidos pela crise trazida pelo novo coronavírus. As apresentações artísticas tiveram que ser reinventadas. Em um condomínio em Arujá, os moradores puderam acompanhar um espetáculo circense sem sair do carro.

Como toda apresentação de circo, teve palhaço, malabarista e contorcionista. Os olhos atentos das crianças não perdiam nenhuma atração. Uns aproveitavam da janela, já paraoutros, o teto do carro era o limite. A pequena Maria Clara, de 7 anos, adorou a ideia de se divertir um pouco.

“Eu gostei da apresentação das bolinhas, porque eu achei impressionante, mas eu também estou muito animada para o globo da morte”, conta Maria Clara.

Os artistas são do Rio Grande do Sul, onde o circo drive-in já está fazendo sucesso há algum tempo. Desta maneira é possível continuar curtinho as apresentações com a família, sem aglomerações e com segurança.

O engenheiro Clóvis Gouveia gostou da ideia. “É super importante para nós e para as crianças, que não estão podendo ir para a escola. Ficamos muito tempo dentro de casa. Então, poder ter essa experiência no condomínio, de vir assistir uma atividade lúdica, é incrível. Estou maravilhado com as apresentações, e meu menino tem gostado bastante também”, ressalta Clóvis Gouveia.

Para evitar o contágio, os números foram bem escolhidos. A maioria das atrações eram solo, quando só um artista está no picadeiro. Em alguns casos, as apresentações aconteciam com mais de uma pessoa, mas respeitando o distanciamento.

Como manda a tradição, no intervalo teve morango, maçã do amor e algodão doce. Os itens foram oferecidos e levados até o carro. Renato Bremer trabalha há 20 anos no circo e conta que está adorando a nova experiência.

“Valoriza o reconhecimento do público, já que não podemos montar a tenda, teve essa saída para o circo sobreviver”, conta Renato Bremer.

Para o diretor social do condomínio, Ivan Mariano, oferecer lazer aos moradores durante a pandemia é maravilhoso, mas ajudar os artistas em uma época tão difícil, é melhor ainda.

“O condomínio acolheu essa família circense. Nós vimos a necessidade de estarmos nos mobilizando e funcionou perfeitamente, porque nós investimos nas famílias do condomínio que estão todas isoladas, então foi uma grande oportunidade, e por meio disso podemos manifestar nossa solidariedade com essas pessoas”, explica Ivan Mariano.

Para a gerente geral do circo, Rosa Bremer, a alegria está em se apresentar. “Para nós, estarmos nos apresentando é uma alegria. Se apresentar para o público é bom, porque é isso que fazemos, de pai para filho, é a nossa vida. Se eu morrer e nascer de novo, eu quero ser circense. Você não imagina a sensação de estar aqui vendo a alegria do público”.

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