Arujá e Poá estão com 100% de ocupação na UTI Covid na rede municipal

Em Arujá, pacientes estão dividindo respiradores.

As cidades de Arujá e Poá estão com 100% de ocupação nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para tratamento de pacientes com a Covid-19, na rede municipal.

Em Poá, de acordo com a prefeitura, são apenas dois leitos de UTI com ocupação máxima. Os leitos de enfermaria estão em 80% de ocupação.

Ainda segundo a prefeitura, no momento, há um paciente na fila de espera por uma vaga na UTI. A solicitação foi feita nesta terça-feira e, normalmente, os pacientes aguardam na enfermaria ou internação do hospital Municipal Doutor Guido Guida.

Em Arujá há duas cidades que fazem o atendimento a pacientes com a Covid-19. O Pronto Atendimento do Parque Rodrigo Barreto, com 10 leitos de UTI, que estão todos ocupados. Já na unidade Central não há leitos de UTI, apenas seis respiradores, que são usados atualmente por 14 pacientes.

Márcio Knoler, secretário municipal de Saúde, disse que a ocupação passa de 200% nos leitos ventilatórios da cidade, e com 100% na UTI. O titular da pasta destacou que quem está nos leitos ventilatórios podem precisar de UTI se passarem para o estado de saúde grave.

“Essa é a nossa preocupação, em abrir leitos extras. Estamos nos preparando para isso, porque havendo a necessidade de um ou mais dois eu até consigo na necessidade. Não seria o ideal, o que a gente quer, mas neste momento é o que a gente pode fazer no município”, destacou.

O secretário detalhou ainda que vai transferir os 10 leitos de enfermaria e os respiratórios do PA Central para o Barreto, a fim de referenciar o atendimento em um prédio só e que outras pessoas que precisam de atendimento não Covid estejam em um ambiente de baixo risco de contaminação.

“Havendo a necessidade de mais leitos, principalmente dos leitos de pacientes graves de UTI, vamos inserir no Cross do estado de São Paulo. Pelo município não tem previsão de abertura de mais leitos por dois motivos. Um que a gente não tem espaço físico dentro do PAM Barreto, dois porque o município passa por dificuldades financeiras. Desde setembro do ano passado, o município não recebe nenhum recurso, verba estadual ou federal. Estamos indo buscar recursos”, detalhou.

Knoler ressaltou ainda que são operações arriscadas dividir respiradores para mais de um paciente, mas que é realizada para não ter de escolher entre um paciente e outro para receber o respirador.

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