Justiça determina afastamento do vice-prefeito de Arujá, suspeito de envolvimento com facção criminosa

Márcio José de Oliveira (PRB) é alvo de uma investigação da polícia que aponta o envolvimento dele com o crime organizado. O vice-prefeito afirmou que considerou a decisão desproporcional, que ainda não foi notificado, mas que vai recorrer.

O vice-prefeito de Arujá, Márcio José de Oliveira (PRB), foi afastado do cargo por determinação da Justiça. A decisão foi assinada nesta terça-feira (29). O advogado é alvo de uma investigação da polícia que aponta o envolvimento dele com o crime organizado. Oliveira afirmou que considerou a decisão desproporcional, que ainda não foi notificado, mas que vai recorrer.

O vice-prefeito chegou a ficar preso por 13 dias, depois da operação “Soldi Sporchi” (Dinheiro Sujo), em julho, mas agora responde em liberdade. A operação foi deflagrada em junho pela Polícia Civil de Guarulhos.

A Polícia Civil investiga contratos da Prefeitura de Arujá que podem ter relação com o traficante Anderson Lacerda Pereira, o Gordão, integrante de uma facção criminosa, que já foi condenado por tráfico internacional de drogas. Entre as denúncias investigadas está o desvio de anestésico de um hospital público da cidade para produzir cocaína.

Para o Ministério Público, que pediu o afastamento, Oliveira integrava uma organização criminosa que corrompia agentes públicos, celebrava contratos fraudulentos e, desta forma, lavava dinheiro que vinha do crime.

A juíza afirma que o afastamento do mandatário do cargo que exerce é medida nitidamente cautelar, cujo objetivo é criar condições para que a apuração criminal seja satisfatoriamente concluída, além de visar a proteção da sociedade e do patrimônio público. O afastamento vale até o julgamento definitivo da ação criminal, mas cabe recurso da decisão.

A Prefeitura de Arujá informou que desconhece a decisão judicial e que, até o momento, não recebeu notificação da Justiça quanto ao afastamento do vice-prefeito, Márcio Oliveira.

Em ligação com a produção do Diário TV, o vice-prefeito afirmou que não foi notificado da decisão e nem intimado. Oliveira ainda disse que considera a decisão desproporcional e que quando for notificado vai tomar as medicas cabíveis e recorrer para reestabelecer a ordem.

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