Clientes aprovam aumento do horário de funcionamento de comércios no Alto Tietê

A autorização veio do governo do Estado, que mudou as regras do Plano São Paulo para as cidades que estão na fase amarela, como as do Alto Tietê.

Diminuir o fluxo de pessoas nas lojas e, ao mesmo tempo, dar chance para comerciantes aumentarem as vendas. Com esse objetivo que prefeituras da região estenderam na última sexta-feira o horário de funcionamento do comércio de seis para oito horas por dia.

A autorização veio do governo do Estado, que mudou as regras do Plano São Paulo para as cidades que estão na fase amarela, como as do Alto Tietê.

Na região central de Suzano, o horário ampliado do comércio agradou os clientes. “Todo mundo vem logo cedo e a gente sempre procura vir à tarde, é mais sossegado. Tem como a gente se locomover dentro das lojas sem estar esbarrando em ninguém com perigo de contaminar. Eu achei bem melhor esse horário”, diz a artesã Edna Perez.

A medida foi boa também para os comerciantes que conseguiram duas horas a mais para atender. Em uma loja de departamentos, que trabalha com a venda de diversos produtos e de roupas, a expectativa é boa com a ampliação do horário, mas o gerente lembra que o final de agosto e o mês de setembro são períodos mais difíceis, já que não têm nenhuma data comemorativa.

“Agora como nesta semana está bem frio, a gente deu uma atenção especial para aquecedor, roupa de inverno, cobertor. Aumentando o horário, automaticamente as vendas vão aumentar. A gente espera aí de 10% a 15% de crescimento”, diz o gerente de loja Laudo Koga.

A comerciante Paula Galli encontrou os aquecedores que precisava. “A gente não estava esperando esse frio todo já pertinho de setembro, que já começa a esquentar. Pegou todo mundo de surpresa. É difícil achar na cidade. Eu fui ao shopping, não tem mais nas lojas. Graças a Deus eu achei aqui”.

A flexibilização, que permitiu que o comércio funcione oito horas diárias, foi autorizada pelo governo do Estado. Mas sempre é importante lembrar que as medidas de higienização e distanciamento social devem ser mantidas no comércio.

Além do álcool em gel, o uso de máscaras é obrigatório para funcionários e clientes. A capacidade máxima é de até 40%. O estabelecimento pode funcionar também com horários fracionados, como costumam fazer os restaurantes, por exemplo, para atender na hora do almoço e durante a noite.

Em uma loja de roupas femininas, na região central de Suzano, a expectativa é vender mais com o horário ampliado. “Tem gente que sai do serviço e quer passar. Mas quando estava fechando 16h já estava fechada já. Agora eles têm um tempo para chegar até aqui”, diz a vendedora Miriam Nakamura.

“Não fica muita aglomeração, dá tempo de vir mais tarde, não pegar movimento. Eu preferi”, avalia a cabeleireira Vivian Souza.

Além de Suzano, Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Mogi das Cruzes e Salesópolis já aderiram à ampliação de seis para oito horas. Biritiba Mirim, Itaquaquecetuba, Poá e Santa Isabel ainda não definiram.

Além do comércio de rua, podem abrir as portas por mais duas horas shoppings, salões de beleza, barbearias e academias. No caso de restaurantes e similares, eles podem funcionar por oito horas, fracionadas ou não, desde que não passem das 22h.

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