Comerciantes do Alto Tietê tentam segurar preço do gás após reajuste

Comerciantes do Alto Tietê tentam segurar preço do gás após reajuste

Desde 2019, a alta acumulada no valor do gás chega a cerca de 10%.

O último aumento no preço do gás de cozinha, feito no final de dezembro, já chegou às distribuidoras da região. Esse é o terceiro mês seguido com reajuste do gás, sendo que desde 2019, a alta acumulada é de 10%. Mesmo com o reajuste, os comerciantes da região tentam segurar o preço dos produtos para não perder a clientela.

Restaurantes, padarias e lanchonetes estão entre os mais afetados pelo aumento do preço. Para driblar a situação e segurar o valor dos produtos, uma padaria de Mogi das Cruzes decidiu não repassar o reajuste para os clientes.

Carlos Giuano, gerente da padaria, explica que por semana os gastos com o gás costumavam ser de R$ 1,4 mil. Agora com o reajuste, essa despesa vai ficar R$ 300 mais cara. Para ele, o grande desafio no momento é manter o preço e a qualidade.

“A situação está complicada para todo mundo, estamos tentando absorver isso por enquanto para ver até onde chega. Vamos economizar o máximo possível e evitar o desperdício de mercadoria. Vamos ver se o governo toma alguma posição ou cria algum incentivo para o setor já que a situação está difícil”, afirma o gerente.

Lucas Ferreira da Silva, que é gerente de uma revendedora de gás em César de Sousa, conta que o aumento no preço do botijão foi discutido com outros responsáveis pela rede.

“Nós tivemos o aumento de 2,7%, mas resolvemos não repassar esse ajuste para os clientes, pelo menos de primeiro momento. Isso atrapalha muito nossas vendas porque os clientes não estão acostumados com esta série de aumentos”, explica o gerente Lucas Ferreira.

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