Condemat discute em reunião nesta quinta medidas de prevenção para coronavírus no Alto Tietê

Condemat discute em reunião nesta quinta medidas de prevenção para coronavírus no Alto Tietê

Primeiro encontro mensal do ano do consórcio vai discutir plano de emergência e formas de prevenção.

O Consórcio do Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) discute na reunião mensal da entidade, que vai ser realizada nesta quinta-feira (6), o coronavírus. A intenção é reforçar quais são as recomendações iniciais de prevenção da doença e protocolos de notificação de casos para os municípios da região.

O tema é um dos assuntos da pauta da reunião da entidade que congrega os 10 municípios do Alto Tietê e a cidade de Guarulhos. O município tem o maior aeroporto de São Paulo que recebe gente do mundo todo.

Isso faz com que o Condemat tenha ainda mais urgência em discutir um plano de emergência e formas de prevenção nos 11 municípios que compõem a entidade.

Adriana Martins é a coordenadora da câmara técnica de saúde e também secretária de Saúde de Guararema. Ela explica que a intenção é criar um alinhamento tanto do plano de contingência para um enfrentamento dos casos de suspeitas quanto na questão de informação e também de estrutura e aquisição de insumos.

“Então, a estrutura está onde, em que hospitais, a gente tem que ter alinhamento de ter a construção dessa rede de referência de hospitais, de insumos para os profissionais de saúde. Então, fazemos esse alinhamento entre todos os municípios.”

O Alto Tietê não tem casos suspeitos da doença. Um caso suspeito chegou a ser anunciado em Mogi das Cruzes, mas foi descartado nesta semana pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria Estadual de Saúde.

“Mas no cenário são 23 países do mundo com o coronavírus e são mais de 20 mil casos. O Brasil tem 21 casos descartados e 11 em investigação. A proliferação é rápida e precisamos estar preparados para uma possibilidade de caso suspeito na região”, destaca Adriana.

Orientações

O médico infectologista Jean Gorinchteyn, do Hospital Emílio Ribas na capital, destaca que ainda não existe a presença do coronavírus mutante no nosso meio.

“O que nós temos, sim, são pacientes suspeitos e todas as vezes que usamos pacientes suspeitos são pessoas que vieram daquela região da China com manifestações de sintomas respiratórios e são colocados em isolamento por questão de segurança. Enquanto autoridades de saúde investigam através de métodos laboratoriais específicos.”

Ele avalia que existe muito pânico entre a população e recomenda medidas simples de prevenção. “As pessoas estão fazendo o que sempre deveriam fazer que é limpar, higienizar. O transporte público, sem esse tipo de trabalho, transfere e tem o risco de transmissão de vírus que causam doenças respiratórias comuns, como resfriados e até mesmo de influenza A, B, porque está presente em todos os meses do ano. Inclusive em períodos com temperaturas mais altas.”

O médico explica que o período de exposição até a manifestação de sintomas é chamado incubação e dura em média 14 dias. “Por isso, governo traz brasileiros e vai mantê-los em isolamento em período de 18 dias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza 14, mas por segurança está sendo colocado por 18 dias.”

Gorinchteyn orienta que população areje e ventile ambientes em casa, trabalho e transporte público e use álcool gel.

Regras para Controle da Epidemia

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de terça-feira (4) um projeto de lei que estabelece regras e medidas para controle, no Brasil, da epidemia do coronavírus.

O projeto prevê, entre outros pontos, o isolamento para portadores do vírus ou quarentena para os que tiverem suspeitas de contaminação. Os pacientes isolados terão tratamento gratuito.

O projeto também prevê o fechamento de fronteiras, portos e aeroportos para entrar e sair do País e a autorização excepcional e temporária da entrada de produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, caso essas medidas sejam necessárias. O projeto segue agora para o Senado.

De acordo com as autoridades de saúde da China, até terça-feira à noite, o número total era de 490 mortes no país. Casos da nova variante do coronavírus foram confirmados em 27 países e regiões além da China.

No Brasil, o Ministério da Saúde investiga 13 casos suspeitos de infecção por coronavírus. As suspeitas são um caso no Rio de Janeiro, quatro no Rio Grande do Sul, dois em Santa Catarina e seis em São Paulo.


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