De 30 casos de afogamento registrados em 2019 no Alto Tietê, apenas um teve vítima mulher

Maioria das ocorrências foram registradas em represas e lagoas de Mogi das Cruzes e Suzano. Dados são de janeiro a novembro de 2019.

Dos 30 casos de afogamento registrados entre janeiro e novembro de 2019 no Alto Tietê, apenas uma vítima era do sexo feminino. O dado é do Corpo de Bombeiros e mostra ainda que os homens com idades entre 21 e 30 anos são os que mais morrem afogados na região.

Os afogamento foram notificados em Biritiba-MirimGuararemaItaquaquecetubaMogi das CruzesSalesópolis Suzano. De acordo com os bombeiros, Mogi e Suzano lideram com nove casos cada uma.

Em seguida está Biritiba-Mirim com cinco. Guararema, Salesópolis e Itaquaquecetuba tiveram dois casos de afogamento cada.

O levantamento realizado pelo Corpo de Bombeiros também aponta que jovens que têm entre 21 e 30 anos são as principais vítimas, com dez dos casos. (Veja a relação de vítimas por idade abaixo)

Logo após estão os homens com idades entre 41 e 50 anos. Neste ano, seis pessoas dessa faixa etária morreram afogadas no Alto Tietê. A única mulher morta por afogamento tinha entre 51 e 60 anos de idade.

Locais de afogamento

As represas e lagoas são as que mais registraram acidentes, com respectivamente 12 e 10 casos. Entre elas, o risco maior está na represa de Taiaçupeba, em Mogi, e na Lagoa Azul, em Suzano.

O tenente Marcelo dos Santos Miyatake explica que esses locais são impróprios e que a imprevisibilidade da correnteza e do que o banhista pode encontrar embaixo da água são os maiores riscos.

“Represas e lagoas são impróprias para o banho. O ideal é não frequentar. A gente não sabe o que tem embaixo, se tem galho, entulho”, diz.

O indicado é buscar por locais em que a segurança possa ser garantida, explica. “A gente indica piscinas, lugares que fazem a segurança. É melhor procurar uma piscina, algum lugar com guarda-vidas”.

Resgate e dicas de segurança

Miyatake diz que os casos de afogamento requerem atendimento rápido e que, por isso, logo que os bombeiros são acionados uma viatura é encaminhada ao local. No entanto, ele afirma ser fundamental que as pessoas que acompanham a vítima fiquem atentas.

“Normalmente a pessoa está lá curtindo, nadando sozinha, e os amigos ligam. Avisam que a pessoa afundou, não saiu mais e acionam a gente. A represa de Taiaçupeba, por exemplo, é grande. Então, quem acompanha a vítima sinaliza onde foi o afogamento e a gente começa a busca por lá”.

O resgate é feito pelos bombeiros, mas os atendimentos médicos são feitos pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU).

Dicas de segurança

O Corpo de Bombeiros reúne diversas dicas de segurança que podem evitar afogamentos. Não abusar das bebidas alcoólicas e não entrar na água logo após uma refeição pesada, atitudes comuns no final do ano, são algumas delas.

Também é recomendado que o banhista se mantenha afastado das costeiras e pedras, porque pode escorregar ou ser derrubado pela onda. Caso se sinta em perigo, a dica é tentar boiar sem entrar em pânico.

É importante ainda, segundo os bombeiros, evitar a entrada brusca na água após longa exposição ao Sol devido ao risco de choque térmico.

Em casos de emergência, o banhista pode acionar o Corpo de Bombeiros por meio do telefone 193. Mais informações podem ser obtidas por meio do (11) 4799-1234.

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