Estudantes e moradores de Arujá são contrários à cobrança de pedágio na rodovia Mogi-Dutra

Estudantes e moradores de Arujá são contrários à cobrança de pedágio na rodovia Mogi-Dutra

Medida foi anunciada pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp).

Depois das manifestações em Mogi das Cruzes contra a instalação de uma praça de pedágio na Mogi-Dutra, moradores e representantes dos estudantes de Arujá também se posicionaram contra a cobrança, anunciada pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), dentro do pacote de concessão que integra também a Mogi-Bertioga.

A medida afetaria diretamente a vida dos motoristas e também dos estudantes de Arujá, que vão todos os dias para Mogi. “Eu acho péssimo. Aqui a gente não tem hospital e quando precisa tem que ir para lá. Então tudo a gente tem que estar pagando”, afirma a cozinheira Adriana Cristina da Silva.

O marmorista Vanderlei Ponciano explica que o trabalho dele exige deslocamentos constantes até Mogi das Cruzes. “Afeta porque eu circulo muito para lá. Meu trabalho é na rua e vai atrapalhar muito.”

A Associação dos Universitários e Técnicos de Arujá leva cerca de 50 pessoas para Mogi todos os dias de ônibus fretado a um custo mensal que deve aumentar e muito com a implantação do pedágio.

“Eu posso até dar um exemplo. Nós temos outros estudantes que estudam em São Paulo e pagam pedágio na Dutra, e é um valor significativo de R$ 50 de uma universidade de São Paulo para a de Mogi”, diz Thays Ribeiro dos Reis, estudante e representante associação.

Henrique Kogi Ito estuda direito em Mogi, e não se conforma pela possibilidade da cobrança numa distância tão curta entre as cidades.

“Mogi no máximo 20 quilômetros de Arujá. Até de ônibus costuma ser muito rápido, não faz sentido ter essa cobrança”, diz.

O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê, em nota, também se pronunciou sobre o projeto. Os prefeitos da região são contra a implantação da nova praça de pedágio na rodovia Mogi-Dutra.

Assim como a Câmara de Vereadores de Mogi, a de Arujá também aprovou, na sessão do último dia 23, uma moção de repúdio à instalação do pedágio na Mogi-Dutra.

Em nota, a Artesp disse que o projeto está em fase de formatação, com discussões abertas à população. Já foram realizadas quatro audiências públicas e agora está em fase de consulta pública até o dia 25 de novembro.

Segundo a Artesp, todas as informações sobre a cobrança, inclusive o local de instalação, refletem o estágio atual dos estudos e ainda podem passar por mudanças, de acordo com as manifestações formalizadas nas consultas e audiência públicas.

Todas as manifestações, críticas e sugestões ao projeto podem ser enviadas para o site da Artesp.

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