Dono de pousada em Guararema estima prejuízo de até R$ 300 mil com crise do coronavírus

Com a pandemia de Covid-19, pousadas e hotéis da cidade ficaram sem hóspedes, e alguns desses estabelecimentos fecharam as portas momentaneamente devido à queda no movimento.

O setor hoteleiro de Guararema é um dos que vêm sofrendo os grandes impactos da crise provocada pelo novo coronavírus. A recomendação para que a população permaneça em casa diante da pandemia da doença reduziu drasticamente a movimentação de pessoas em hotéis e pousadas da cidade, conhecida pela força na área do turismo.

Uma pousada de Guararema tomou a decisão de fechar as portas momentaneamente devido à queda de movimento. O proprietário prevê que o local ficará fechado pelo menos até a metade de abril, mas, dependendo do avanço da doença no Brasil, esse prazo pode durar até o fim do próximo mês. Reservas que já tinham sido feitas estão sendo canceladas. Segundo o dono, o prejuízo pode chegar a R$ 300 mil.

“É uma receita que jamais vou recuperar. Se tem um produto perecível, o quarto de um hotel é um dos maiores, porque o que você não vendeu hoje você não vende nunca mais. Você não estoca isso. Então o prejuízo é real”, disse o proprietário Ricardo Magalhães.

Em outra pousada da cidade, os quartos e a sala onde é servido o café da manhã estão vazios, o que retrata bem a situação que o setor vem enfrentando neste momento. Desde o início desta semana, o local não recebe hóspedes. A pousada existe desde os anos 1990 e, em três décadas de atividade, nunca ficou vazia.

Diante da falta de hóspedes, a proprietária da pousada disse que também deu férias para a maioria dos funcionários. No momento, trabalham no local apenas um funcionário da manutenção e uma da limpeza.

“Nunca vi algo parecido. Nunca vivi isso. É a primeira vez e espero que seja a última. Pelo que estou sabendo, o sindicato está muito preocupado, orientando as pessoas, pedindo para a maioria dos comércios, das pousadas e dos hotéis fechar. E isso também vai acabar ocorrendo aqui, porque não temos hóspedes. Vai ter que fechar”, desabafou a proprietária Maria Cecília Mendonça Meira.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo, Ricardo Roman Júnior, divulgou uma pauta de reivindicações para tentar superar a crise. Entre as solicitações estão linha de crédito para cobrir todas as despesas fixas, subsídios para pagamento da folha de funcionários, para evitar demissões, incentivos aos acordos trabalhistas e moratória no recolhimento dos impostos enquanto durar a crise.

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