Supermercados de Guarulhos aumentam preços e limitam quantidades por cliente

Entre os produtos com maior alta está o arroz, cujo preço pode variar mais de 53%

Supermercados de Guarulhos aumentam preços e limitam quantidades por cliente

Com a alta dos preços e a falta de alguns produtos nos supermercados, os guarulhenses precisam prestar atenção na hora das compras. A pesquisa é essencial nesta hora. O GuarulhosWeb visitou três supermercados nestas quarta e quinta-feiras, 9 e 10/09, e encontrou variações de até 53,25% nos pacotes de 5 kg de arroz.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), o item ficou 30% mais caro na venda dos produtores para a indústria. No Supermercado X, do Bom Clima, e no Dia, do Jardim Tranquilidade, o produto é vendido apenas com quantidade limitada. São 3 pacotes por cliente.

“O que adianta colocar este limite? O valor está tão alto que eu mal consigo levar um”, lamentou o cliente Carlos Mendonça Cruz, de 41 anos. Ele disse que saiu nesta quinta-feira para fazer a compra do mês e, apesar das notícias que indicavam o aumento, não imaginou que encontraria tanta dificuldade para comprar.

O arroz mais caro foi encontrado no Dia. Por lá a marca própria custava R$ 25,59. No Supermercado Lopes, do Gopoúva, o arroz Blue Ville custava R$ 16,90. Por lá não havia limite de produtos por cliente.

Outro produto da cesta básica que aumentou de preço foi o óleo de soja. No Dia o produto estava em falta. O local mais barato foi o Lopes: o litro da marca Concórdia foi encontrado por R$ 5,59. O Liza, por R$ 6,29. Já no Supermecado X o litro da marca Soya estava R$ 5,99 e o Liza R$ 6,09.

“Antes eu compraria três litros para minha casa. Hoje vou levar só um e torcer para o preço voltar ao normal. Se não, vou voltar aqui e comprar por esse preço mesmo, se encontrar”, brincou a dona de casa Beatriz Lira Fernandes.

Nas redes sociais, o Supermercado X chegou a divulgar um trecho de uma carta da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que explica o aumento de produtos como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja. “Até onde conseguiu-se apurar, esta majoração de preços se deve ao aumento de exportações destes produtos e sua matéria prima e a diminuição das importações dos mesmos, motivadas especialmente pela mudança da taxa de câmbio que provocou a valorização do dólar frente ao real. Somando-se a isso a política fiscal de incentivo às exportações e priorização da indústria nacional tem contribuído para essa distorção”.

Aumento comprovado

A startup de gestão de finanças pessoais Mobills confirmou o aumento dos preços nos supermercados desde o início do ano. Segundo a plataforma, o crescimento do custo foi superior a 40% em julho.

A empresa analisou dados de mais de 20 mil usuários do aplicativo entre os meses de janeiro e julho de 2020, e constatou que os gastos com supermercado cresceram em julho 42,61% em comparação com o primeiro mês do ano.

Em março, início da quarentena no Brasil, os gastos com supermercado tiveram uma queda de, aproximadamente, 10% em comparação com fevereiro. Para o CEO da Mobills, Carlos Terceiro, a queda no mês de março está relacionada com o medo das pessoas diante da incerteza da pandemia. Os próximos meses representaram crescimento, em abril 36,27% em comparação com março. Em maio, um aumento mais tímido de 9,56% com abril. Já em junho, mês que tivemos aumento da flexibilização do isolamento em muitos Estados, houve uma queda de 3,92% em comparação com maio. Em julho, os gastos com supermercado voltaram a aumentar, no total 8,83% em comparação com o período anterior.

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