Defesa Civil ainda monitora 30 áreas de risco em Itaquaquecetuba

Órgão monitora 20 áreas com risco de deslizamento e 10 de inundações. Cidade registrou 168 milímetros de chuva em três dias.

A Defesa Civil de Itaquaquecetuba monitora 30 áreas de riscos por enchentes e deslizamentos. Seis casas continuam interditadas no município nesta quarta-feira (12).

A chuva que não dá trégua no município vai deixando rastros e aumenta o medo dos moradores. Nos últimos três dias, a cidade registrou 168 milímetros de chuva. A partir de 80 mm a Defesa Civil já entra em alerta para o risco de deslizamentos.

Até então foram quatro pontos afetados em bairros diferentes. No Jardim Louzada, a movimentação de terra derrubou a vegetação em vários barrancos. Em um deles até o poste chegou a inclinar. Sinais de um solo já cheio de água.

O coordenador da Defesa Civil, Anderson Santos diz que considerando que o solo está extremamente encharcado, eles procuram manter a vegetação, para que não ocorram novos deslizamentos.

“Uma vez que foi limpa essa vegetação, o barranco vai ter uma exposição e, com a captação de água, vai tornar o risco ainda maior”, diz.

De acordo com a Defesa Civil, nesta quarta-feira as equipes monitoram na cidade 20 áreas com risco de deslizamento e 10 de inundações.

No Jardim Morada Feliz seis casas foram interditadas depois que um barranco despencou. Segundo a Defesa Civil, o bairro é irregular. Em uma das casas afetadas, os moradores gravaram a água saindo pela parede. Em outra, um buraco na parede foi feito para salvar uma idosa.

As construções irregulares em cima de barrancos ou próximas aos rios e ao redor de bananeiras aumentam as chances de desmoronamentos nessa época de chuva.

“O que a gente identifica é que são construções com sobrecargas. Com primeiro, segundo, terceiro pavimento, água lançada no talude, então a gente verifica cano de rede de esgoto, lançamento de água e áreas com muita bananeira. Ela tem uma raiz superficial, ela acaba acumulando muita água, e contribui para que esse morro venha a deslizar com mais facilidade. É uma série de fatores que contribuem para uma situação de risco”, detalha o coordenador.

Cibele Heloísa Garcia tem como vizinho um barranco. Ela vive em uma casa no Jardim Louzada há 14 anos com a família. Ela não paga Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), mas sem ter para onde ir, continua de olho e com medo cada vez que o céu escurece.

“Quando está chovendo chama os filhos e filha no quarto, porque se desbarrancar é telha, e um monte de coisa que vai. A gente comprou aqui e o governo não faz nada. Se eles dessem um meio de sair, a gente iria. Mas eles não fazem nada. Sair daqui para ir para onde? É difícil quando tem família e filhos”, diz.

O telefone de emergências da Defesa Civil em Itaquaquecetuba é o 199.

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