Moradores de Itaquaquecetuba convivem com água suja nas ruas uma semana após temporal atingir a cidade

Ao menos quatro bairros de Itaquaquecetuba ainda estão com as ruas alagadas.

Uma semana depois do temporal que alagou ruas e invadiu casas em algumas cidades do Alto Tietê, os moradores de, pelo menos, quatro bairros de Itaquaquecetuba ainda convivem com a água suja pelas ruas.

Na casa da comerciante Marlene Maria Silva as marcas da chuva ainda estão visíveis. A chuva de segunda-feira passada só não fez ela perder outros móveis porque a comerciante levantou muros na porta do armazém em frente à casa dela.

“Nós colocamos muitas barreiras na casa, para a água não entrar. Mas acontece que como a casa está baixa, começa a dar infiltração, porque a rua está cheia d’água e começa a dar infiltração. A gente fica sem alternativa”, relata.

Além da comerciante, cerca de 800 famílias de Itaquaquecetuba foram atingidas pela chuva, segundo a Defesa Civil. No mesmo bairro, Jardim Fiorelo, é comum encontrar casas com comportas. Foi a solução que a pensionista Leonor Francisca Mendes encontrou, depois da água invadir inúmeras vezes a casa dela, como fez em um dos cômodos.

“Tem que ser desse jeito, porque se for desse jeito, a água invade dentro de casa, e a gente não sabe o que fazer”, diz.

Por causa dos estragos que a chuva já fez por aqui, quem mora nesses bairros, mesmo que já estejam acostumados, ficam com medo quando o céu começa a fechar. Uma escola estadual ainda está sem aula. Pelo mesmo motivo. A água invadiu o local e os alunos devem voltar a estudar amanhã.

O coordenador da Defesa Civil Municipal, Anderson dos Santos Silva, diz que o órgão já atuou em 80% do Jardim Fiorelo. “Vila Sônia com 90%, Maria Augusta 30% e amanhã iniciamos o trabalho na Vila Japão”, conta.

Para tentar diminuir os impactos das tempestades, a Defesa Civil recebe vários alertas e fica atenta nos bairros que são mais afetados com a chuva.

“Assim que inicia a movimentação de chuva, a gente emite alerta à população. Neste momento, nós alertamos os moradores que levantem seus móveis, para que não haja tantos prejuízos materiais.

Ainda de acordo com a Defesa Civil, das vinte e oito famílias que estavam no abrigo, apenas uma continua sem condições de voltar pra casa e foi para outro abrigo. O telefone de emergências da Defesa Civil de Itaquaquecetuba é o 199.

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