Mercado pet do Alto Tietê resiste bem à pandemia do novo coronavírus

Não houve impacto significativo nos últimos meses mesmo com todas as restrições. O Brasil é o terceiro maior mercado de pets do mundo.

Em comparação aos outros tipos de comércios, o setor de petshop tem resistido bem à pandemia de Covid-19. Não houve impacto significativo nos últimos meses mesmo com todas as restrições. O Brasil é o terceiro maior mercado de pets do mundo.

Se cachorros e gatos nas casas têm todos os cuidados que merecem, na quarentena eles ganharam ainda mais destaque. São ótimas companhias, trazem alegria e diversão. Júlio César do Carmo, por exemplo, é proprietário de um petshop em Mogi das Cruzes há 20 anos e até viu o faturamento melhorar no começo da quarentena.

“Com a incerteza de como ia ficar o mercado com o fechamento de lojas e até de supermercados, as pessoas sentiram a necessidade de armazenar as coisas em casa e o aumento foi notório. Aumentou em cerca de 30%. Depois, vendo como se comportou a pandemia nos últimos tempos, o movimento voltou ao normal. O pessoal foi tomando um pouco mais de confiança e voltando as atividades normais”, diz Júlio.

A expectativa da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação é de que o segmento se mantenha estável em 2020, apesar da pandemia do novo coronavírus. O faturamento deve oscilar pouco em relação ao do ano passado, quando ficou em R$ 36 bilhões.

“O nosso faturamento é privilegiado. Não posso reclamar. Teve uma queda de 10%, 20%, nada que tenha me feito demitir alguém ou adotar medidas que comerciantes que não são da área precisaram adotar.”

O médico veterinário Luís Tadeu da Cunha, também de Mogi das Cruzes, atende em clínicas particulares e à domicílio. Ele conta que no começo da pandemia os atendimentos até diminuíram, mas agora já estão normalizados.

“Claro que o pico de atendimento oscila em clínica. Tem dia que tem bastante. Tem dia que não, mas isso já é o comum independente de quarentena, mas não deixamos de atender em nenhum momento, porque hoje em dia o animal é o filho, é um ente da família. Então a gente está sempre disposto, a gente se preocupa. Os tutores hoje em dia levam isso muito a sério”, conta Luís.

Moradora de Biritiba Mirim, Sandy Santo toma muito cuidado com seus pets. Bartholomeu e Bolt costumam ir a cada 15 dias ao petshop. Nos primeiros dias da pandemia, ela até evitou levar os animais, mas atualmente toma todos os cuidados e continua em contato com os profissionais de saúde veterinária para garantir o bem estar dos animais em casa.

“É como um filho, né? A partir do momento que você decide ter um animal de estimação, você se torna responsável por ele”, diz Sandy.

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