Chuva provoca estragos em pelo menos oito áreas de Mogi das Cruzes, diz Prefeitura

Nesta segunda-feira (28), a cidade registrou 81 milímetros de chuva em apenas uma hora. Diversos bairros tiveram alagamentos, um imóvel desabou e houve deslizamento de terra.

A tempestade causou transtornos aos moradores de Mogi das Cruzes na tarde desta segunda-feira (28). Em cerca de uma hora, a cidade registrou 81 milímetros de chuva, volume considerado grande para o curto espaço de tempo. Pelo menos oito áreas foram afetadas, segundo a Prefeitura.

Na região central, o Rio Negro subiu a acabou alagando ruas próximas. A Praça da Bandeira chegou a ser interditada por causa do volume da água. O jornaleiro Alcides de Jesus disse que o cenário é comum no local.

“Ontem foi uma enchente pequena, só encheu aqui na rua. Já melhorou 100%. Teve uma vez que deu uma tromba d’água aqui, perdi tudo. Perda total”, lembra.

Perto do calçadão, na Rua Moreira da Glória, o sistema de drenagem não deu conta da chuva intensa e a água cobriu a calçada. No Parque Residencial Itapety, mãe e dois filhos tiveram que sair de casa depois que o muro desabou por causa da chuva. A Defesa Civil interditou o imóvel e ninguém ficou ferido.

No Botujuru houve registro de desmoronamento de terra, mas nenhuma casa foi atingida ou danificada, segundo a Prefeitura. A tempestade também pode ter sido uma das causas de um acidente na perimetral. Um carro perdeu o controle durante a chuva e bateu numa árvore na altura do Rodeio Maricá.

Pelo menos oito áreas em Mogi das Cruzes foram afetadas. O piscinão chegou ao limite máximo. Seria o mesmo que três ou quatro campos de futebol cheios de água em uma altura de sete metros. Para não transbordar, as duas bombas de água foram acionadas.

“Desde 1º de novembro até 30 de março, tem a Operação Verão. Temos várias equipes, não só da Prefeitura, como órgãos estaduais e federais, que trabalham organizado nessa Operação Verão. Então, dependendo da tipicidade de intervenção no local, essas equipes são acionadas de imediato”, afirma o secretário de Segurança Paulo Roberto Madureira Sales.

“A drenagem na zona central é um pouco precária dependendo dos locais. Complicando com esse índice pluviométrico muito alto, com certeza a vazão ficou bem conturbada, bem complicada, para mexer nisso aí”, completa.

Alagamentos também foram registrados no distrito de Jundiapeba. Um deles afetou quem vive na Rua Dolores de Aquino. A água só não entrou na casa do Maurício Feliciano porque o portão é mais alto que o nível da rua. Foram cerca de 25 minutos até a água baixar.

“Foi chuva torrencial. Essa esquina atrás de nós vai encher. A esquina lá traz, duas esquinas aqui, vai encher também. Se a pessoa for preocupada, realmente, dá nos nervos. Fica preocupado porque é uma coisa ruim. Não é uma coisa assim de falar: ‘vai acontecer’. Chove, quando você vê, ta enchendo”, diz o morador.

Vila Industrial

Na Vila Industrial, os moradores também tiveram problemas com a chuva. Eles contaram que os alagamentos pioraram depois das obras na Avenida Cavalheiro Nami Jaffet.

“Ficou frequente depois que fizeram essa pista aqui embaixo. Fizeram a divisão no meio, então não tem como a água escoar. A galeria é pouca, né? Se tivesse galeria aí, a água não viria para dentro da casa. Se vir chuva mais forte, entra água na casa inteira”, diz o porteiro Idair Melo da Cruz.

“A tubulação deveria ser maior. Eu vi as tubulações, são pequenas. Não vai fluir a água que vem todinha para cá. Foi a primeira chuva de verão que deu. O que a gente pode esperar para o resto?”, destaca o analista de segurança do trabalho Luiz Antônio Pereira.

A moradora Janete Araújo de Souza Franco foi uma das que teve a casa alagada. A porta do imóvel em que ela vive tem uma barreira que impede a água de entrar. No entanto, dessa vez, a enchente veio pelo ralo do banheiro. Ratos e baratas foram vistos nas casas.

“A rua enche, então sobe pelo ralo. Por má administração, duas ruas acima, não tem bueiro. Então, a água de cima vem parar tudo aqui para a gente”, comenta. “Foi um estado de calamidade mesmo, porque muitas pessoas ficaram até 22h, 23, enxugando a casa, como a casa da minha nora, que mora lá na esquina de baixo”.

A Secretaria de Serviços Urbano disse em nota que as equipes do Departamento de Operações de Drenagem Urbana e Rural estão fazendo um trabalho de limpeza nos bueiros nesta terça-feira (29). Foram encontradas garrafas, plásticos e materiais recicláveis obstruindo a passagem da água.

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