Delivery e drive-thru poderão funcionar durante restrição de circulação em Mogi das Cruzes, anuncia Caio Cunha

Nesta semana o Governo do Estado determinou a restrição entre o período das 23h às 5h. Prefeito de Mogi destacou que focará no combate às aglomerações de rua e que o transporte público também não será afetado.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes definiu que os serviços de delivery e drive-thru poderão funcionar, mesmo durante o período de restrição de circulação, determinado pelo Governo do Estado, que começa a valer nesta sexta-feira (26).

A medida, válida em todos os municípios de São Paulo, estabelece a proibição de circulação entre os horários de 23h e 5h, até o dia 14 de março. O objetivo, segundo o governador João Doria, é minimizar à disseminação do coronavírus.

No entanto, o prefeito Caio Cunha declarou em entrevista ao Bom Dia Diário que adaptou as restrições e que a Guarda Municipal terá como foco o combate às aglomerações de rua. O transporte público também não deve ser prejudicado.

“Mogi vai fazer de uma forma muito diferente. A justificativa do governador é para evitar aglomerações. Concordo e apoio 100%. Agora, delivery, drive-thru, não gera aglomeração. Então, na nossa cidade, vai continuar ocorrendo isso”, diz.

“Em relação à aglomeração, a Prefeitura quer se empenhar muito para evitar qualquer tipo de aglomeração em praça, rua e, principalmente, as festas clandestinas”, completou o prefeito.

Cunha destacou que a segurança pública é compromisso do Governo do Estado e que tem pedido a Doria que reforce o efetivo policial da cidade. Por outro lado, ele destacou que a Prefeitura pretende reforçar as punições para quem desrespeitar as regras da quarentena.

“O que acontece também é que tem muitos estabelecimentos que acabam descumprindo isso. Geralmente alguma balada, tabacaria. Então, por isso, a gente encaminhou um projeto de lei para a Prefeitura para aumentar o vigor na punição desses estabelecimentos”, aponta.

“Já existe uma multa em relação a isso para estabelecimento, mas essa multa é muito branda. O cara acaba colocando isso no custo. A multa é de R$ 1,8 mil e tem gente que faz uma festa com 500, mil pessoas, e R$ 1,8 mil não faz diferença nenhuma. Então, a gente está aumentando essa multa e, inclusive, a persistência no erro pode até ter uma lacração física do espaço”.

Se aprovada, a lei também prevê que o responsável pela aglomeração seja processado e responda por atentado à saúde pública, afirmou Caio.

Transporte

Durante a entrevista, realizada nesta sexta-feira (26), o prefeito de Mogi das Cruzes também declarou que o transporte público não deve ser prejudicado pelas restrições. Ao contrário, ele afirma a Secretaria de Transporte estuda formas de redistribuir o serviço, diminuindo as aglomerações.

“A gente fala tanto que aglomeração no comércio, nos estabelecimentos. Porém, onde também acontece aglomeração é dentro do ônibus. A gente já está em contato com nossa secretária de mobilidade, com as empresas”, aponta.

“Já está equalizando isso, readequando a frota, redistribuindo melhor os horários, para evitar qualquer tipo de aglomeração nos ônibus. Não tem cabimento a gente reduzir a frota de ônibus em um momento deste”, completa.

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