Fila e aglomeração na Farmácia de Alto Custo preocupa moradora de Mogi das Cruzes

Fila e aglomeração na Farmácia de Alto Custo preocupa moradora de Mogi das Cruzes

Jocimara Rodrigues da Silva fez imagens do problema e disse que ficou preocupada com a possibilidade de contaminação pelo novo coronavírus, pois muitas pessoas estavam no local.

Diante da preocupação com aglomerações por causa do novo coronavírus (Covid-19), a fila que se formou nesta segunda-feira (23) em frente à Farmácia de Alto Custo de Mogi das Cruzes chamou a atenção de uma moradora da cidade.

Ela foi ao local para retirar um medicamento e ficou assustada com a quantidade de pessoas, incluindo idosos, que estavam no local

Jocimara Rodrigues da Silva tem 43 anos e há 11 meses mora em Mogi. Ela precisa ir à farmácia regularmente porque usa medicamentos que a ajudam a conviver com a Doença de Crohn. Na manhã desta segunda (23) ela foi até a unidade, que funciona na Avenida Vereador Narciso Yague Guimarães, e encontrou diversas pessoas aglomeradas.

“Quando eu cheguei à Farmácia de Alto Custo, vi que estava uma fila enorme. Idosos, todo tipo de gente na fila. Vi uma senhorinha com bengala. Falei ‘gente, essa senhora não podia estar nessa fila’. É um absurdo, um descaso. Conversei com algumas pessoas na fila. Falaram que não é hoje que a situação está assim. É todos os dias. Todos os dias”, comenta.

A situação, realmente, não é nova. Em dezembro de 2019 o problema já era alvo de reclamações. Na época, a Secretaria de Saúde do Estado chegou a informar que unidade havia reforçado o atendimento pra acolher melhor quem estava esperando.

A situação relatada por Jocimara, no entanto, é diferente. Segundo ela, boa parte das pessoas que estavam na fila e que dependem dos remédios de alto custo, convive com doenças autoimunes. Não havia distância segura entre os pacientes, não foram disponibilizadas máscaras cirúrgicas e não tinha álcool em gel no interior da farmácia.

Para ela, além de causar desconforto para quem precisa ficar na fila em pé, a situação pode acarretar riscos ainda maiores caso haja contaminação pela Covid-19.

“Nós somos do grupo de risco. Todos que estão pegando remédio ali, a maioria, é do grupo de risco. Tem algum tipo de doença autoimune. Não podia estar todo mundo aglomerado desse jeito, na fila. Se for dar o espaço de um metro e meio que eles falam, da distância das pessoas, a fila vai até o shopping”.

Do lado de dentro, os funcionários também não contavam com acessórios que pudessem garantir mais higiene e segurança. A entrada, no entanto, era controlada. Um paciente por vez, quando houvesse cadeira vazia.

“Só entrava uma pessoa por vez, mas lá não tinha só uma pessoa. Lá só deixava entrar a quantidade de pessoas que dava para sentar, só que assim, não podia sentar uma pessoa do lado da outra. Tinha que ser uma cadeira sentava, uma cadeira não. Então, quando esvaziava uma cadeira que uma pessoa saía, outra pessoa entrava. Estava muito lento”, conta.

A moradora também relata que dos 13 guichês instalados no estabelecimento, apenas cinco estavam abertos, o que fazia o atendimento ser ainda mais demorado. “O horário de atendimento é só até 16h e [quando] eu saí de lá a fila estava enorme ainda. Perguntei ‘e esse povo na fila?’, disseram que ia atender até 19h por causa de ter muita gente”, completa.

A Secretaria informou em nota que as orientações aos profissionais de saúde têm sido amplamente comunicadas, por meio de webconferências e documentos técnicos de proteção aos profissionais, amparados nas diretrizes do Ministério da Saúde e da Anvisa. As medidas assistenciais também foram disseminadas entre os serviços de saúde, com base nos protocolos do SUS.

A Secretaria informou, ainda, que segundo protocolos do Ministério da Saúde, as máscaras deverão ser distribuídas para os pacientes que possuam sintomas, como tosse e espirros.

Disse ainda que os funcionários da farmácia foram orientados quanto às recomendações de distanciamento, assim como os usuários, e que é importante que a população colabore e compreenda a limitação o número de pessoas dentro da unidade, de forma a garantir o do próprio paciente com segurança para ele e para colaboradores. Há pias com água e sabão para higienização das mãos de todos os que frequentam a unidade.

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