Homem acusado de matar a ex-mulher no dia do aniversário dela vai a júri popular nesta terça-feira em Mogi

Marcos Rafael dos Santos é acusado de matar Luiza Pereira Lobo no dia 17 de setembro de 2015 com golpes de faca e, depois, queimar o corpo. Ele vai responder por homicídio triplamente qualificado e incêndio culposo.

O homem acusado de matar a ex-mulher no dia em que ela completava 24 anos vai a júri popular nesta terça-feira (1º), no Fórum Criminal de Mogi das Cruzes, em Brás Cubas, a partir das 13h. Segundo o Fórum, devem ser ouvidas sete testemunhas, sendo três de acusação e quatro de defesa. A audiência de instrução do caso foi em julho de 2016.

Marcos Rafael dos Santos é acusado de matar Luiza Pereira Lobo com golpes de faca e, depois, colocar um colchão em cima do corpo e atear fogo. O caso aconteceu no dia 17 de setembro de 2015 na casa onde a vítima morava, na avenida Paulo VI, no distrito de César de Sousa.

O acusado foi preso no mesmo dia do crime. Ele foi indiciado por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, com emprego de meio insidioso que pode resultar em perigo comum e recurso que torna impossível a defesa da vítima, além de incêndio culposo. O G1 tenta contato com o advogado de Marcos Rafael.

A mãe de Luiza, a gerente de vendas Terezinha Pereira Lobo, de 63 anos, ainda guarda as velas do aniversário dos filhos Luísa e Lucas. Eles eram gêmeos e, segundo ela, desde a morte da filha, nunca mais o irmão celebrou a chegada de uma nova idade.

“Eles sempre comemoravam com um bolo. No dia anterior, ela tinha ido ao cabeleireiro, estava linda, passou em casa e acertou os detalhes com ele. Ele ainda pediu para ela não ir embora, mas ela quis ir. No outro dia ele estava no trabalho quando recebeu a notícia”, conta.

Dois dias antes, Terezinha tinha viajado para Portugal a passeio. Ela conta que já tinha adiado a viagem por três vezes. Ela diz que quando foi se despedir da filha se sentiu mal, mas ainda assim foi. “Eu fiz de tudo para voltar, fui até a agência de viagens, mas eles também não conseguiram. Eu não participei de nada da morte da minha filha. Até por isso a minha ficha demorou muito a cair”, relembra.

Marcos e Luiza ficaram juntos por quase 10 anos, mas haviam se separado em janeiro de 2015. Terezinha diz que nunca aprovou o relacionamento dos dois, porque o acusado não tinha boa índole e, inclusive, tinha sido preso duas vezes por tráfico de drogas e, quando ele deixou a cadeia, eles se separam.

“Por pior que ele fosse, nunca imaginei que ele mataria a minha filha. Uma pessoa que convive 10 anos com a outra não deveria agir dessa forma. Eu sempre alertei ela sobre isso, mas eles chegaram a morar juntos. Desde que se separou, ela decidiu morar sozinha, porque já tinha a liberdade dela, mas eu queria que ela tivesse voltado para casa”, ressalta a mãe.

Terezinha espera que o acusado pegue a pena máxima. “Eu sei que daqui mais uns 10 anos ele vai estar na rua. E eu, que nunca mais vou ter a minha filha? Nunca mais vou ter uma família inteira, porque ele destruiu todo mundo”, enfatiza.


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