Hospital de campanha de Mogi das Cruzes deixará de receber pacientes a partir desta sexta-feira

Unidade, que funcionou por três meses, encerrará atividades no dia 31 de agosto, segundo informações da Prefeitura. Hospital foi montado para atender pacientes em tratamento da Covid-19.

O hospital de campanha de Mogi das Cruzes, destinado ao atendimento de pacientes infectados pelo novo coronavírus (Covid-19), deixará de receber pacientes a partir desta sexta-feira (21). De acordo com a Secretaria de Saúde, a unidade encerrará as atividades no dia 31 de agosto, após três meses de funcionamento.

A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta. Montado na Avenida Cívica, no Mogilar, o hospital de campanha recebeu os primeiros pacientes no dia 24 de maio e conta com 200 leitos. No entanto, segundo o secretário de saúde Henrique Naufel, a unidade nunca teve mais de 50 leitos ocupados simultaneamente.

“Nós montamos 200 leitos. Nunca ultrapassamos os 50, que era a primeira fase. Nós fizemos por quatro partes de 50 e assim os contratos foram feitos também, está no portal de transparência. Não oneramos o município por 200 leitos, mas a prestação de serviço era até 50 leitos. O que passasse de 50 leitos seria por acréscimo de 15 leitos. Em nenhum momento nós precisamos passar”, explica.

Entre os motivos citados pelo secretário para o fechamento do hospital, está a redução no número de casos confirmados e óbitos provocados pela Covid-19. Ele aponta que, desde o final de maio, a média móvel de óbitos tem registrado uma queda consistente.

“Acende um sinal de alerta quando a gente passa de cinco [por dia]. Três vezes nós passamos. Desde a semana 28, e a gente está na 34, que a gente está na descendente. São seis, indo para sete semanas, que a gente está caindo o número de óbitos. Nessa semana, até ontem, nós tínhamos cinco óbitos. Tivemos mais dois hoje. Caiu a menos da metade da média anterior, o que tem sido muito bom”, afirma.

Segundo Naufel, se o hospital fosse fechado já nesta sexta, a média de ocupação de leitos públicos de enfermaria da cidade seria de 72%. Diante dos dados atuais, de acordo com o secretário, Mogi possui estrutura para manter os atendimentos nas demais unidades hospitalares, como o Hospital Municipal de Brás Cubas e o Luzia de Pinho Melo.

“Os leitos de terapia intensiva não têm se alterado historicamente. Sobe um pouquinho, desce um pouquinho. A média tem sido em torno daqueles 40 leitos. Hoje nós temos 69 leitos. A média de ocupação histórica está em torno de 60%”, afirma o secretário.

“O hospital municipal hoje está dotado de 54 leitos que eu posso transformar em UTI já. Desses leitos, de UTI nós temos 79 leitos sem ampliar nada. [São] 54 dotados de aparelhagem para terapia intensiva e os outros 25 de enfermaria”, completa.

Há três dias o hospital de campanha contava com 12 pacientes, mas o número passou para 23 depois que o local recebeu moradores de um asilo da cidade que testaram positivo para a doença. Apesar do bom estado de saúde, eles precisaram ser isolados para evitar uma contaminação maior. Mesmo assim, para o secretário, a manutenção da unidade não é mais necessária.

“Se houver a necessidade de um alargamento, como eu falei, os leitos são móveis. Tanto nos Hospital Municipal quanto no Hospital Luzia de Pinho Melo, a gente consegue confortavelmente e, sem prejuízo à saúde, manter esses pacientes muito bem instalados e muito bem cuidados”, diz.

Conforme informações da Secretaria de Saúde, até quinta-feira (20), o hospital de campanha de Mogi das Cruzes recebeu 494 pacientes. Do total, 432 tiveram alta, 41 foram transferidos e 21 permaneciam internados.

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