Mesmo em quarentena, moradores são flagrados passeando em praça de Mogi das Cruzes

Mesmo em quarentena, moradores são flagrados passeando em praça de Mogi das Cruzes

Guarda Municipal informou que fiscaliza pontos da cidade para evitar aglomeração.

Nem todo mundo está respeitando a recomendação de ficar em casa para evitar a proliferação do novo coronavírus (Covid-19). Para alguns, a quarentena tem clima de férias, mesmo com boa parte do comércio fechada. Na Praça Assunção Ramires Eroles, em Mogi das Cruzes, o número de frequentadores continua alto e o risco só aumenta.

Para evitar esse comportamento, a Guarda Municipal realiza ações de conscientização e intervém, quando preciso, para que a população entenda a necessidade de ficar em casa.

No gramado, uma dupla de jogadores chama atenção. Tem também quem aproveitou o fim de tarde para caminhar enquanto compartilhava o fone de ouvido. A desculpa de quem visita a praça, que fica no Mogilar, é que os dias em casa não estão sendo fáceis.

“Estou desde terça-feira presa em casa. Sai só pra dar uma voltinha”, diz uma moradora. Com tantas desculpas, a praça ficou cheia. Cenário ideal para a disseminação do vírus.

“Eu estou mantendo, mas você viu a reportagem que é para fazer uma caminhada, só não ir em lugar aglomerado?!”, comenta uma visitante da praça. Ela não está errada, no entanto, é preciso ficar longe das outras pessoas durante essas atividades.

Quem mora próximo ao local está preocupado, como é o caso do engenheiro florestal Elder Rodrigues. Como precisa passar pelas ruas do bairro em que mora para fazer as compras do dia a dia, ele teme ser contaminado com a doença por causa da aglomeração de pessoas.

“Entendo as pessoas que estão aqui para sair com cachorro e tal, mas as pessoas sentarem no banco, ficar no celular, o pessoal ficar fazendo exercício nas máquinas e revezando, sem uma luva, sem nada. A gente sai para comprar um pão, sai para ir no mercado. Muito, muito medo”, desabafa Elder.

A quarentena pode ser difícil para quem não está acostumado a ficar parado, mas neste momento, sair de casa pode gerar prejuízos para a saúde. A recomendação é mesmo ficar resguardado e garantir a segurança de todos. “A gente está preocupado sim e não é só com a saúde da gente. É coletivo”, conclui o engenheiro.

A comandante da Guarda Civil Municipal, Tais Nascimento, explica que a cidade tem tomado diversas iniciativas, seguindo as orientações do decreto de calamidade pública, para evitar que o problema se torne frequente.

“Nos dois primeiros dias [de decreto] nós recebemos em torno de 900 ligações que eram de denúncia, de reclamação e até mesmo de dúvidas sobre a situação do coronavírus na cidade. [Atualmente são] em torno de 400 ligações diariamente. A maioria é reclamação de reuniões no próprio vizinho, de pessoas utilizando espaços públicos, de comércios abertos de forma irregular”.

A situação é nova e ela diz que, por isso, a prefeitura faz reuniões diárias para avaliar os resultados das fiscalizações e implementar novas medidas. Entre elas, está a passagem de uma viatura com som, em diversos bairros, que alerta para os riscos das aglomerações.

“Nós temos criados formas dessa comunicação, dessa divulgação, pelos quatro cantos da cidade de Mogi das Cruzes. Uma das medidas foi realmente essa viatura, por sugestão mesmo do próprio prefeito, que queria um carro para que pudesse chegar esse áudio, para que essa mensagem fosse repassada”, afirma Tais.

A comandante explica que a GCM atua principalmente orientando moradores da cidade, mas que haverá intervenção quando for preciso. “A não ser que seja algo realmente necessário, como está lá no próprio decreto. Diz que em casos necessário a gente pode sim estar intervindo. A guarda precisou intervir em uma situação no Hospital de Brás Cubas, que é o nosso ponto de referência do coronavírus na nossa cidade. Um cidadão que tinha sintomas do coronavírus se recusava a ser internado para ter os devidos tratamentos”.

Ela também falou sobre o bloqueio do acesso ao Pico do Urubu. No final de semana, diversas pessoas foram flagradas passeando no local, mesmo em período de quarentena.

“Nós temos feito a presença da Guarda Municipal, orientando as pessoas para que não estejam naquele local. A Prefeitura hoje vai colocar lá uma placa proibindo as pessoas de não só subirem com seus veículos, mas de subirem também a pé ou de bicicleta, fazendo uso do espaço”, diz.

Por fim, Tais reforça que permanecer dentro de casa e evitar a exposição ao vírus é um ato de cuidado coletivo.

“Nós estamos vivendo uma guerra onde nosso inimigo é invisível. Talvez essa seja a maior dificuldade das pessoas em entender a real necessidade do isolamento. Há tempos atrás os nossos avós, nossos bisavós, precisaram sair de suas casas para ir lutar pela vida. Hoje o que a gente está pedindo é que as pessoa fiquem em casa para preservação da vida. Eu tenho uma avó que está no grupo de risco, ela tem 95 anos e faz mais de 15 dias que eu não a vejo. Isso é um ato de amor para com os nossos”, declara.

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