Mogi das Cruzes testa casos suspeitos da Covid-19 também na rede básica de saúde

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o teste precisa ser realizado a partir do sétimo dia com indicação médica e seguindo protocolo do Ministério da Saúde. Resultado dos exames sai em apenas 15 minutos.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes disponibilizou testes rápidos para o coronavírus em todos os postos de saúde e Unidades da Saúde da Família. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o teste precisa ser realizado a partir do sétimo dia com indicação médica e seguindo protocolo do Ministério da Saúde.

O resultado dos testes sai em apenas 15 minutos, diferentemente do RT-PCR, outro tipo de teste que pode levar 72 horas para apresentar o resultado.

Em Mogi das Cruzes, as pessoas com suspeita da Covid-19 e que queiram fazer o teste rápido para o diagnóstico da doença têm duas opções. Uma delas é procurar o Hospital Municipal, que fica em Brás Cubas e é considerada a unidade referência para o atendimento de pessoas com o novo coronavírus.

A outra é ir direto a qualquer uma das Unidades Básicas de Saúde do município, como a que fica no Alto do Ipiranga. Os sintomas iniciais variam, mas é preciso ficar atento ao quadro de tosse, febre e dificuldade pra respirar.

O teste é bem parecido com aqueles para gravidez, de farmácia, mas em vez de urina é preciso ter uma amostra de sangue. A tira encharcada com um reagente entra em contato com o sangue e indica se houve contaminação pelo novo coronavírus.

“Bom, o teste que nós temos disponível hoje na unidade é para ver se o paciente tem anticorpo. Ou seja, se ele entrou em contato com o vírus. Agora, em qual momento que ele entrou em contato com o vírus é que nós não sabemos. Então, se ele der positivo, a gente precisa afastar o paciente. Tem todo um protocolo de isolamento e a gente segue o do Ministério da Saúde”, explica a enfermeira Michelle Diniz.

Michelle explica que uma das preocupações dos enfermeiros é garantir que a pessoa com suspeita da Covid-19 fique longe das outras pessoas que estejam nas unidades de saúde, seja na fila para entrar ou na sala de espera. Como só depois do teste é possível saber se a pessoa tem o vírus ou não, a equipe teve que se organizar.

“Esse paciente ele é acolhido já logo na entrada pelo controlador de acesso. O controlador de acesso nos comunica. Geralmente eu, a enfermeira, ou uma técnica de enfermagem. A gente já acolhe o paciente imediatamente. Se ele estiver sem máscara, a gente já oferece uma máscara para ele entrar da unidade com máscara. E ele já vem direto para o isolamento, então ele não fica na recepção. Ele aguarda até o momento em que a gente possa organizar a sala para atendê-lo melhor”, explica Michele.

O RT-PCR é feito em laboratório a partir de amostras da secreção nasal e da garganta do paciente. Já os testes rápidos são mais ágeis. Com a coleta de sangue do dedo dá para saber se deu positivo ou não.

A aposentada Maria José dos Santos Silva chegou à unidade de saúde com sintomas da Covid-19. Como o quadro clínico é muito parecido com o de uma gripe, a aposentada de 62 anos resolveu tirar a dúvida. Foi direto fazer o exame para saber se tem a doença. O resultado deu negativo. “Não, não doeu nada. Foi rapidinho. Dói menos do que a picada de uma vacina”, contou.

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