Mogi das Cruzes: Unidades de acolhimento provisório terão nova oficina terapêutica a partir desta semana

As pessoas em situação de rua que estão temporariamente abrigadas nos Serviços de Acolhimento Provisório abertos pela Prefeitura no decorrer da pandemia terão, a partir desta quarta-feira (22/07), a oferta de uma nova oficina, que virá para acrescentar ao rol de atividades desenvolvidas nos espaços, estimulando a permanência, a produtividade e a reabilitação do público atendido.

A oficina é de pintura de mandalas com meditação e será ministrada pela terapeuta holística e voluntária do Cecan – Centro de Convivência e Apoio ao Paciente com Câncer, Noemi Shigetomi. A oficineira destaca que a prática auxilia no desenvolvimento de habilidades manuais, ao mesmo tempo em que serve como um exercício terapêutico e de reabilitação para diversos tipos de doenças.

Além da pintura, a oficina conta com a prática da meditação ativa. Segundo Noemi, a utilização das cores estimula a tomada de consciência e o alcance de um estado de paz e serenidade. Ela faz uso também da cromoterapia e ingressa em um direcionamento holístico geral.   

A oficina será realizada semanalmente, às quartas e sextas-feiras, das 13h às 15h. Nas quartas-feiras, a atividade acontece no SAC I, que fica na rua Engenheiro Gualberto, nas dependências da Escola Estadual Dr. Deodato Wertheimer. Já nas sextas-feiras, a atividade será levada ao SAC II, que fica em Cezar de Souza, na antiga escola do Sesi.

A atividade é promovida pela Secretaria Municipal de Assistência Social, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.

Sobre os SACs

As unidades de acolhimento provisório foram abertas pela Prefeitura neste período de pandemia, com o objetivo de contribuir para o isolamento e para a contenção da disseminação do novo coronavírus entre pessoas em situação de rua. Elas reúnem 100 vagas no total.

Na unidade instalada nas dependências da escola Dr. Deodato Wertheimer, as pessoas alojadas podem passar o dia inteiro na unidade, mas também têm a liberdade de sair uma vez por dia. Elas recebem, contudo, todas as orientações quanto aos cuidados necessários e precisam retornar antes das 17 horas, conforme regulamento. O local tem operado com praticamente 100% de ocupação.

Já na unidade de Cezar de Souza, o conceito é do acolhimento integral e saídas só acontecem para serviços de primeira necessidade, como atendimento médico e recebimento de benefícios, mediante acompanhamento de um profissional e adotando todas as medidas de segurança, como o uso de máscaras e álcool em gel. A unidade tem 46 vagas e a média diária de ocupação tem ficado em torno de 78%.

Sobre a oficineira

Noemi é mogiana, neta de imigrantes japoneses e formada em Administração de Empresas pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Morou 12 anos no Japão, onde atuou como tradutora-intérprete e, após retorno ao Brasil, passou alguns anos na cidade de Itu, trabalhando como secretária executiva da vice-presidência de uma empresa do ramo de bebidas. Em 2017 voltou à Mogi das Cruzes e, desde então, fez uma transição carreira. Hoje é terapeuta holística, instrutora de yoga terapêutico tibetano, além de artista plástica.

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