Operação investiga sobrepreço na construção de jazigos e compra de álcool em gel, pela Prefeitura de Mogi, durante a pandemia

Gaeco cumpriu, ao todo, 16 mandados de busca e apreensão nas sedes da Prefeitura e da Secretaria de Saúde nesta quarta-feira (5).

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta quarta-feira (5) a operação ‘Mercador da Morte’, que investiga irregularidades relacionadas a contratações e compras públicas emergenciais realizadas pela Prefeitura de Mogi das Cruzes para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Durante a manhã foram cumpridos 16 mandados de busca com apoio do Ministério Público do Tribunal de Contas e da Polícia Militar. Entre os locais visitados estão a sede da administração municipal e o prédio da Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com o Ministério Público, a análise dos contratos indica que as dispensas de licitação para a contratação de empresa para a construção de jazigos e para o fornecimento de álcool em gel apresentam indícios de irregularidade, direcionamento e sobrepreço.

Ainda segundo o MP, a Prefeitura gastou mais de R$ 1,2 milhões para a construção de 600 jazigos, além de mais de R$ 97 mil para a compra de 540 unidades de álcool em gel de cinco litros durante a pandemia.

Em nota a Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que atendeu à solicitação do Ministério Público para ceder cópias de processos administrativos para averiguações, mas não detalhou quais documentos foram levados.

A administração municipal ressaltou, ainda, que os processos em questão sempre estiveram disponíveis no portal da transparência do município.

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