Pandemia de Covid-19 faz Prefeitura de Mogi antecipar abertura de 600 sepulturas em cemitério

Pandemia de Covid-19 faz Prefeitura de Mogi antecipar abertura de 600 sepulturas em cemitério

Ampliação deveria ser entregue apenas no segundo semestre deste ano, mas ganhou celeridade diante da impossibilidade de prever evolução de mortes pelo novo coronavírus.

A impossibilidade de prever como será a evolução da pandemia do novo coronavírus na cidade levou a Prefeitura de Mogi das Cruzes a antecipar a abertura de 600 novas sepulturas no cemitério da Saudade, no distrito de Brás Cubas. A previsão de implantação das novas vagas era para o segundo semestre, mas agora deverá ser entregue em até 30 dias.

Até esta terça-feira (7) a cidade havia confirmado nove mortes de pacientes em decorrências da Covid-19 e 131 casos confirmados. Mogi é a cidade do Alto Tietê com mais mortes pela doença, somando 5.

Desde 2018, a administração municipal já entregou 320 novas sepulturas e continuou a ampliação neste ano, levado em consideração alguns dados: a demanda apresentada nos últimos seis meses, o crescimento e o envelhecimento da população da cidade.

De acordo com a Prefeitura, a implantação destes novos jazigos busca ampliar a capacidade de atendimento para os mogianos, tanto de possíveis vítimas desta situação emergencial quanto a demanda referente ao crescimento populacional. Durante a pandemia, várias normas especiais precisam ser seguidas para os sepultamentos.

Atualmente, a cidade conta com cerca de 18 mil sepulturas, nos cemitérios São Salvador, da Saudade e de Sabaúna. Parte delas é provisória e os corpos são exumados a cada três anos. No ano passado, a média foi de 210 sepultamentos por mês, considerando os cemitérios São Salvador e da Saudade.

No final de 2017, a superlotação dos cemitérios do município resultou em corpos sendo sepultados em áreas próximas aos corredores. Uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) foi criada na Câmara Municipal para debater o assunto e encontrar soluções. O relatório foi apresentado no ano passado e sugeriu diversas opções para resolver o problema, como construção de gavetas e até um crematório.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que, de acordo com o projeto de lei 16/20, enviado para análise da Câmara Municipal em 11 de fevereiro de 2020, para alteração da legislação relativa aos serviços cemiteriais e funerários, tem a previsão de novos modelos na prestação destes serviços, incluindo o de crematório. Ainda de acordo com o projeto, que será discutido pelos vereadores, os serviços poderão ser operados pelo Poder Público ou pela iniciativa privada.

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