Plano de retomada econômica de Mogi das Cruzes destaca tecnologia e inovação para o desenvolvimento

De acordo com o secretário de Desenvolvimento do município, plano terá três eixos e também levará em consideração as mudanças nos hábitos de consumo e negócio.

Ações de baixo custo, com implantação em curto prazo e foco na transformação digital dos negócios de Mogi das Cruzes. Esses são alguns dos objetivos do plano apresentado pela Prefeitura para a retomada econômica da cidade.

O projeto, anunciado na última semana, leva em conta os reflexos negativos sentidos por muitos comerciantes e empresários com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O desafio, agora, é voltar a estimular o desenvolvimento, a criação de empregos e a geração de renda.

Com o comércio fechado e apenas os setores essenciais funcionando, muitas empresas caminham para tentar sair da crise provocada pelo novo coronavírus. Por isso buscar alternativas pra criação de empregos e geração de renda é importante.

“A porcentagem dos segmentos que vão conseguir se restabelecer são muito pequenas, porque são segmentos voltados para essa área da saúde ou área que envolva segmentos que não foram paralisados como supermercados, por exemplo, que não foram paralisados na pandemia. Esses ainda tem uma perspectiva de crescimento. Os restantes, com certeza, sofrerão esse impacto”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico e Social Simei Baldani.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes apresentou um plano com ações a serem adotadas para superar as dificuldades pós-pandemia nos setores produtivos do município. De acordo com o secretário, o plano conta com três etapas que envolvem a identificação das necessidades, o planejamento e a execução.

“É sempre pensando na inovação, no desenvolvimento econômico e sustentável de Mogi das Cruzes. Ele também ergue o novo comportamento da população que irá surgir com o final desse período de pandemia. Para isso, prevê ações de capacitação e apoio para que os empreendedores possam se adaptar a nova realidade”.

Simei ainda explica que as ações são de curto prazo, de execução ágil e que contam com parcerias com áreas de desenvolvimento, da população e do Poder Público. Ele também destaca o baixo custo, que dará destaque à inovação e às parcerias gratuitas.

Uma dessas ações é a plataforma Investe Mogi. Uma forma de atrair novos investimentos e geração de empregos na cidade, como afirma Baldani.

“Ela tem a possibilidade das pessoas estarem usando para buscar informações, financiamentos. E no Investe Mogi, uma coisa importante, é que as empresas, quando buscam áreas dentro da cidade, nós temos já um chamamento público com os corretores de imóveis para que possam cadastrar esses imóveis dentro dessa plataforma para que possa ter um contato, tanto de conhecimento do Governo do Estado, a pessoa entra, vai cadastrar a sua área. Quando alguém buscar no Investe São Paulo e também no Investe Mogi, estando cadastrado com São Paulo, essa área vai poder ser conhecida e ser apresentada para os negócios”, declara.

Ainda de acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Social da cidade, os segmentos que não estão paralisados durante essa pandemia, serão os que devem ter alguma perspectiva financeira, as a maioria ainda será afetada após a quarentena.

Para o presidente da Associação do Alto Tietê Valley, Gabriel Bastianelli, essa pode ser uma oportunidade de adaptação e desenvolvimento de Mogi das Cruzes nessas duas áreas.

“Esse olhar é possível à tudo que a tecnologia nos proporciona, que se permitir questionar se seu padrão, modelo de negócio, está lançando do melhor canal, da melhor maneira, para poder se conectar ao seu cliente, de perceber efetivamente. Posso até usar um exemplo muito claro. Nós ouvimos de alguns empreendedores coisas como ‘poxa vida, eu recebo no meu restaurante, no meu estabelecimento, os meus clientes e eu não tenho cadastro deles’. No momento como esse, se tivesse um cadastro, eu poderia minimamente acessá-lo, mandar uma mensagem, oferecer o nosso delivery”.

“São coisas sensíveis que vão empurrando e devem continuar empurrando os empreendedores para essa percepção que essa conexão, essa facilitação através da tecnologia, é mandatória para cada sobrevivência de negócio, não só em uma pandemia como essa”, completa Basitanelli.

Além disso, fortalecer o comércio local e fazer parcerias com empreendedores, também pode ajudar na retomada econômica, segundo Gabriel.

“A gente já se moveu em relação a algumas situações que a gente pode citar. Existe, dentro do plano, um ponto chamado Made in Mogi. Para que nós possamos fortalecer a economia nós precisamos fortalecer consumo e negócios locais. Hoje a gente tem muitos negócios bacanas na nossa própria cidade, que conseguem levar soluções para o ambiente das grandes empresas e das demandas que existem no mercado que a gente não precisa, necessariamente, buscar essa solução fora”, aponta.

O presidente explica que durante a elaboração do plano também foram estudadas as possibilidades de digitalização dos negócios em diversos setores.

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