Moradores do Alto Tietê investem em equipamentos de lazer para ter em casa

Os reflexos disso aparecem na procura por empresas, como aquelas que instalam piscinas ou que vendem jogos.

A recomendação do isolamento social durante a pandemia do novo coronavírus fez muitas pessoas investirem para trazer as atividades de lazer para dentro de casa. Os reflexos disso aparecem na procura por empresas do Alto Tietê, como aquelas que instalam piscinas ou que vendem jogos.

Já faz tempo que o empresário Alexandre Furim queria colocar uma piscina no quintal da casa dele, mas sempre deixava pra depois. Na pandemia, ficando mais tempo em casa, resolveu realizar esse desejo.

“Nessa situação a gente arrumou essa alternativa. Conseguimos concretizar esse sonho e aí acaba reunindo a família. Como a gente acaba não saindo no fim de semana, só faz o básico, então ficou como uma alternativa de lazer para a família”, diz.

Assim como ele, desde o início do isolamento social, muitas pessoas passaram a direcionar o olhar para o conforto e o lazer dentro de casa. Tanto que Cynthia Maria Leite da Silva, gerente financeira de uma loja de piscinas em Mogi das Cruzes, tem visto esse reflexo nas vendas.

A demanda aumentou 25% em relação ao mesmo período de 2019. Foi, inclusive, necessário chamar de volta os funcionários que tinham sido afastados por causa da pandemia. “A gente tinha afastado o pessoal, diante do governo, a gente pediu para retornarem porque a demanda aumentou muito”, afirma.

Juntar o calor, o tempo com a família e ter uma piscina em um fim de semana não é nada mau. “Acaba aproveitando mais, a época também está ajudando, em relação a sol, não poder sair, a gente acaba curtindo aqui mesmo. Aqui está tudo muito fácil e prático”, diz Furim.

Cinthya acredita que a procura vai aumentar ainda mais. “A intenção é que dobre ou triplique essa demanda, porque é final de ano, o calor está incomparável, chegam as festividades, ficou todo mundo em casa, quietinho. Então a intenção é que triplique isso.

A loja de jogos também tem registrado um aumento na procura por esses produtos, como mesa de bilhar, pebolim, tênis de mesa. Do fim de agosto até agora, as vendas aumentaram em cerca de 50%.

“Tendo algo a mais na residência, acaba aproximando mais os familiares, pai, filho, esposas. Esses equipamentos acabam unificando as famílias”, afirma Bruno Zamberlan, proprietário de uma loja.

Se por um lado as pessoas estão comprando mais esses produtos, por outro, o aluguel desses itens para o comércio caiu em 90%.

“O nosso segmento é dividido em duas partes: a locação para comércios e as vendas. Com o fechamento dos comércios, não teve procura por bilhar, pebolim, máquina de jukebox, então teve a queda da locação e em contrapartida o aumento das vendas”, conta.

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