Mulheres representam 50,6% da população do Alto Tietê e também a maior parte em busca de emprego em Mogi

Elas representam 830 mil entre os 1,6 milhão de habitantes nas dez cidades que integram a região.

Um estudo divulgado este mês pela Fundação Seade aponta que as mulheres representam 50,6% da população do Alto Tietê. Os dados mostram que de 1,6 milhão de habitantes nas dez cidades que compõem a região, 830 mil são mulheres.

Apenas na cidade de Biritiba Mirim, o percentual de mulher é menor do que 50% em relação aos homens, que representam 50,2%. Já o município com o número mais expressivo de população do sexo feminino é Poá, com 51,45%.

A idade média dessa população é de 35 anos e quatro meses. O estudo mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) mostra que as mulheres na faixa etária entre 25 e 49 anos tinha o salário médio em 2018 de R$ 2 mil, o que equivalia a 79,5% do recebido pelos homens: R$ 2,5.

Além disso, em Mogi das Cruzes os candidatos em busca de emprego também são maioria do sexo feminino. De acordo com o cadastro do Emprega Mogi, há 26,8 mil homens contra 30,3 mil mulheres. No entanto, a coordenadora do programa, Glaucia Coutinho, diz que as empresas não fazem distinção por sexo na hora de ofertar uma vaga pelo Emprega Mogi.

“Existe legislação que proíbe este tipo de discriminação. Aqui as únicas exigências que são informadas pelas empresas são o grau de instrução e a experiência no cargo”, detalha.

A socióloga Marina Alvarenga avalia que, apesar da existência da lei e de as empresas não divulgarem o sexo do candidato, é a organização quem detém o poder de escolha, e neste momento os homens ainda são maioria, sobretudo em cargos de chefia, como mostra o estudo do IBGE.

A participação das mulheres no mercado de trabalho em 2018 era maior entre nos cargos domésticos em geral (95%), professores do ensino fundamental (84%), limpeza de interior de edifícios, escritórios, hotéis e outros estabelecimentos (74,9%) em centrais de atendimento (72,2%). No grupo de diretores e gerentes, as mulheres tinham participação de 41,8%.

“Toda essa situação se dá simplesmente pelo machismo de uma sociedade capitaneada pelos homens. Percebe que elas são maioria nas funções de cuidar de casa, educar criança. Ainda é uma questão cultural que vem de anos e anos. Ainda há uma dificuldade de aceitar ela como uma profissional, porque ela tem tanta capacidade quanto os homens”, avalia.

Marina ressalta que, entretanto, a mulher a cada dia mostra mais que tem o potencial para ocupar o cargo que desejar. “A gente vê hoje o sucesso das mulheres empreendedoras. Essas conquistas vão ajudando a acabar com essa diferença que acontece por puro machismo. Então a gente esbarra hoje em dados do tipo, mas que tendem a ser modificados com o tempo”, destaca.

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