Número de áreas de risco de alagamento e deslizamento cresce e vai para mais de 170 no Alto Tietê

Número de áreas de risco de alagamento e deslizamento cresce e vai para mais de 170 no Alto Tietê

Em 2016 eram 130 áreas. Cidades terão Operação Verão com o objetivo de minimizar riscos provocados pelos desastres naturais.

As cidades do Alto Tietê somam mais de 170 áreas de risco de alagamento e deslizamento. O número é 30,7% maior do que o registrado em 2016, quando a região tinha 130 pontos de atenção.

As áreas estão distribuídas nos municípios de ArujáBiritiba-MirimFerraz de VasconcelosGuararemaItaquaquecetubaMogi das CruzesPoá Suzano. Os municípios de Salesópolis Santa Isabel não responderam ao questionamento do G1.

A Operação Verão, que tem o objetivo de minimizar os riscos provocados pelos desastres naturais neste período do ano, já começou ou deve ter início até dezembro na maioria dos municípios.

Áreas de risco

  • Itaquaquecetuba

Itaquaquecetuba, que continua sendo a cidade com o maior número de áreas de risco, registrou aumento em comparação com o levantamento realizado em 2016. Antes eram 33 e atualmente são 67.

Do total, de acordo com a Prefeitura, os casos de alagamento, que é quando o sistema de drenagem não consegue escoar a água, atingem 49 pontos. Outros 18 são acometidos pela possibilidade de deslizamento.

  • Suzano

Em Suzano o número de áreas de risco dobrou de 21 para 42. Assim como Itaquaquecetuba, a Prefeitura não informou quais são, mas disse que os locais sofrem risco de desastre natural, tanto de enchentes, quanto de alagamentos e deslizamentos de terra.

  • Poá


Em Poá eram 20 áreas, sendo 13 atingidas por alagamento e outras sete por deslizamento. Atualmente são 23 pontos com risco de deslizamento.

Entre os locais estão as ruas Limeira, Senador Teotonio Vilela, Eroltides Zeferino de Paula, Adhemar de Barros, Bertioga, Juiz de Fora, Piraquara, Pedro Esperidião Hoffer, Eugênio Rossini, Geraldo Gati, Perdiz, Pitangueiras, Jaborandi, Pedro Martins, Armando Carlini, Maria Aurélia dos Santos, Yossef Hanna Tânia, Embu Guaçu, Floreal, Águas de São Pedro, Gália, Águas da Prata e José Luiz dos Santos.

  • Mogi das Cruzes

Em Mogi das Cruzes o número diminuiu. Antes eram 33 áreas e agora são 20. Seis delas são por deslizamento e estão na Vila São Paulo, no Residencial Itapety, no Jardim Margarida, no Jardim Piatã, na Vila Nova União e no Jardim Aeroporto III.

Nos bairros do Centro, Ponte Grande, Mogilar, Socorro, Nova Mogilar e Sabaúna o risco é de alagamento. Já as enchentes acometem os bairros Ponte Grande, Jardim Náutico, Chácara Guanabara, César de Sousa, Jardim Santos Dumont/Jardim Aeroporto, Vila Estação, Jardim Layr e Jundiapeba.

A Prefeitura lembra que a cidade não possui áreas com risco iminente de deslizamento e que as existentes são particulares e regulares. Além disso, todas as áreas consideradas de risco são monitoradas permanentemente pela Defesa Civil e este trabalho é intensificado durante a Operação Verão.

  • Ferraz de Vasconcelos


Em Ferraz de Vasconcelos a situação é a mesma da que foi registrada em 2015. Ao todo, são 17 áreas de risco, sendo seis por possibilidade de alagamento ou enchente. Elas estão nos bairros Vila Jamil, Jardim São Francisco, Jardim Pérola, Jardim São Lázaro e Jardim Angelina.

Outros 11 bairros, o Parque São Francisco, Vila Jamil, Vila Cristina, Jardim São Fernando, Jardim Europa, Vila São José, Vista Verde, Jardim São Lázaro, José Ferreira e Jardim Nossa Senhora do Caminho, enfrentam o risco de deslizamento.

  • Biritiba-Mirim


No levantamento de 2015, Biritiba-Mirim não havia informado quantos e quais eram os pontos de atenção. Neste ano, informou que tem duas áreas do risco.

O Cinturão Verde, no bairro Pomar do Carmo, requer atenção para alagamento. Já o risco de deslizamento é monitorado na Rua Vânia Stefan, no bairro Jardim dos Eucaliptos, e no bairro Vale Verde. Segundo a Prefeitura, o levantamento foi realizado em 2017 pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

  • Guararema


Guararema informou que a região por onde passa o Ribeirão Guararema é um local de acompanhamento constante por meio das câmeras do Centro de Segurança Integrada (CSI). Desta forma, a equipe faz vigilância 24 horas durante todo ano.

  • Arujá

Arujá não informou quais são as áreas de risco, mas disse que, durante o verão, os bairros passam por um monitoramento mensal. Nas demais épocas do ano esse monitoramento acontece uma vez a cada três meses.

Operação Verão

Boa parte dos municípios do Alto Tietê deve realizar a Operação Verão. Por meio dela, são feitos trabalhos de monitoramento climático e ações que buscam minimizar os riscos de alagamento, deslizamento e inundação causados pela chuva.

Em Ferraz a operação já começou realizando vistorias e com o atendimento de ocorrências. Participarão os setores da Defesa Civil, as secretarias municipais de Serviços Urbanos, Obras, Planejamento Urbano, Saneamento, Verde, Meio Ambiente e Habitação, além da Promoção Social, Educação, Administração e Saúde. Ao todo, serão 46 nas ações.

Em Poá a operação seguirá de 1º de dezembro a 31 de março. Segundo a Prefeitura, a Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil vai vistoriar e monitorar áreas na cidade. Os profissionais do departamento também ficarão em alerta para acompanhar as demandas que surgem nestas regiões que apresentam riscos e, caso necessário, acionar todos os departamentos na administração municipal para atuarem de acordo com a necessidade.

O período é o mesmo definido para a ação em Mogi. A Prefeitura informa que o acompanhamento das áreas de risco será intensificado e que a cidade vai priorizar o atendimento às emergências ocasionadas pelas chuvas.

No município, a Operação Verão é coordenada pela Secretaria Municipal de Segurança, por meio da Coordenadoria de Defesa Civil, e conta com a participação de diversas secretarias municipais, do Samu, Semae, Guarda Municipal, Defesa Civil do Estado, Corpo de Bombeiros, Cetesb, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Estadual, Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Tiro de Guerra, Sabesp, Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e da concessionária de energia elétrica EDP.

Para este ano, as novidades são as participações do DAEE e da Sabesp, que controlam as barragens do sistema Alto Tietê, DER, Polícia Rodoviária e Tiro de Guerra.

No mesmo dia, a operação terá início em Suzano. Segundo a Prefeitura, farão parte os 15 integrantes da Defesa Civil, além de voluntários das 19 secretarias do Poder Executivo. O principal objetivo é mitigar possíveis efeitos causados pelas chuvas de verão e proteger a população.

Em Biritiba, também com início no dia 1º a operação verão deve monitorar as áreas de risco. Além disso, a Prefeitura informou que o Conselho Municipal de Defesa Civil está sendo criado pela Prefeitura e vai definir os setores participantes. Por enquanto farão parte a Defesa Civil Municipal, a Secretaria de Obras, Meio Ambiente e Assistência Social.

Já Itaquaquecetuba informou que dará início à operação em 5 de dezembro e que todas as secretarias estarão envolvidas direta ou indiretamente. A Prefeitura explica que a operação tem por finalidade adotar medidas preventivas e corretivas na incidência de ocorrências de deslizamentos, enchentes e alagamentos, em virtude de precipitações pluviométricas no período de verão.

Em Arujá, os bairros devem passar por um monitoramento mensal durante todo o verão e as famílias que viviam em áreas de risco foram encaminhadas de forma voluntária para o Programa Habitacional CDHU-C1. Guararema não deu detalhes sobre as ações.

Confira os contatos da Defesa Civil nas cidades do Alto Tietê

  • Arujá
    Telefone: 4655-1425
  • Biritiba-Mirim
    Telefone: 199
  • Ferraz de Vasconcelos
    Telefone: 4676-1947 ou 95310-2217
  • Guararema
    Telefone: 4693-8720
  • Itaquaquecetuba
    Telefone: 4642-4499 | WhatsApp: 97095-2775
  • Mogi das Cruzes
    Telefone: 199
  • Poá
    Telefone: 4634-3847
  • Salesópolis
    Telefone: 4696-3909
  • Santa Isabel
    Telefone: 4656-1000 ramal 4010 | Celular: 95569-7622
  • Suzano
    Telefone: 4748-5394
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