Pequenos empreendedores do Alto Tietê recorrem a aplicativo de mensagens e redes sociais para vender produtos na pandemia

Jornalista criou grupo de mensagens para compras e vendas entre moradores do bairro Nova Mogilar. Já microempreendedora usa redes sociais para vender bolos e produtos domésticos.

Diante da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), grandes empresas vêm adotando diversas estratégias para manter suas atividades. Para os pequenos empreendedores, no entanto, não é diferente.

Em busca de oferecer seus produtos e serviços, muitos deles estão recorrendo à tecnologia, como fez uma moradora do bairro Nova Mogilar, em Mogi das Cruzes, que criou um grupo de vendas em um aplicativo de mensagens.

O grupo foi criado pela jornalista Natália Gagliotti Garcia há menos de uma semana e já tem quase 200 membros. Ela conta que começou a fazer pães em casa para vender para quem mora perto. Com a ajuda da rede social, ela espera facilitar as vendas dela e de outros microempreendedores.

“Eu pensei em criar o grupo porque no bairro onde moro tem muitos prédios. Tem muitas pessoas em volta, então pensei: vou criar esse grupo porque as pessoas próximas a mim vão fazer esses pedidos, e é mais fácil de eu entregar. Com todos os cuidados, usando máscara, eu vou até a pessoa e entrego. O ideal é que fosse próximo a mim, por isso criei esse grupo do bairro”, conta Natália.

Em pouco tempo, os pães começaram a fazer sucesso. Natália usa o grupo não só para vender, mas também para fazer compras. “Tem manicure, venda de produtos alimentícios, pijama, que foi uma coisa que a gente estava precisando aqui em casa e não tinha onde comprar”.

O aplicativo de mensagens tem sido essenciais para facilitar o contato do empreendedor com clientes e consumidores. Até quem não estava acostumado com a tecnologia precisou se reinventar e usar o aplicativo para continuar vendendo seus produtos e serviços.

Foi o que aconteceu, por exemplo, com a Arabel Maria de Oliveira. Ela vendia bolos e produtos domésticos em feiras noturnas em condomínios de Mogi das Cruzes. Porém, com a quarentena, precisou se dedicar exclusivamente às redes sociais. A filha dela ajuda a gravar os vídeos com demonstrações dos produtos. Depois, elas mandam nos grupos ou postam nas redes sociais.

“Na quarentena a gente tem que se reinventar, e eu estou fazendo isso com força. Estou gostando. Eram aplicativos que eu nem imaginava que pudessem fazer tantas coisas legais. Minha filha me ajuda muito, então estou amando. É uma nova oportunidade que estamos tendo de conhecer uma ferramenta tão boa”, disse Arabel.

A microempreendedora também faz as entregas e conta que a procura pelos utensílios domésticos tem sido maior, já que muitas pessoas estão em casa neste período. “Como sou uma dona de casa e amo essas coisinhas, tudo o que vou escolher são coisas que eu tenho certeza que as pessoas estão precisando e às vezes não têm tempo ou não lembram. E eu faço questão de lembrá-los dos utensílios práticos e que facilitam muito a vida”.

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