Risco de contrair HIV após ser mordido é baixo

Risco de contrair HIV após ser mordido é baixo

Guardas civis da capital paulista foram mordidos por homem portador do vírus durante briga e vão precisar passar por tratamento

Os três guardas civis metropolitanos mordidos por um homem durante uma briga na região da Cracolândia, centro de São Paulo, vão ter que tomar remédios pelo período de 30 dias, já que o agressor é portador de HIV e hepatite.

Os exames realizados mostraram que o homem não fazia tratamento, o que torna a carga viral dele alta. Mesmo assim, o risco de transmissão do vírus HIV é considerado baixo nesses casos.

“Vários fatores podem interferir no risco de transmissão do HIV. Estudos realizados estimam, em média, que o risco de transmissão do HIV é de 0,3% em acidentes percutâneos e de 0,09% após exposições em mucosas”, destaca o Ministério da Saúde no Manual de Condutas em Exposição Ocupacional a Material Biológico.

Mesmo assim, a médica infectologista Raquel Muarrek Garcia, da Rede D’Or, afirma que o protocolo adotado no Brasil é de fazer a profilaxia.

“Todo o risco, mesmo que seja 0,01%, é pertinente você tomar a profilaxia.”

O tratamento nesses casos é feito com uso de medicação oral, chamada de PEP (Profilaxia Pós-Exposição de Risco), que deve ser iniciado dentro de 72 horas após o contato com o sangue ou mucosa.

Segundo Raquel, o novo tipo de remédio antirretroviral usado no Brasil tem poucos efeitos colaterais. Após 30 dias de medicação, é necessário fazer novos exames de sangue. 

Em relação à hepatite, o tipo B é o com mais risco de transmissão, variando entre 37% e 62% quando o chamado paciente-fonte tem evidência sorológica de ser portador do vírus, segundo o Ministério da Saúde.

A exposição ao vírus da hepatite B requer a aplicação de injeções de imunoglobulina hiperimune contra hepatite B, nas primeiras 24 a 48 horas após o acidente.

A infectologista acrescenta que são comuns acidentes com objetos perfurocortantes, como agulhas, ou até mesmo casos de mordeduras nos pronto-socorros. Todos os casos, ressalta, passam por “uma classificação qual é a necessidade de uma profilaxia”.

É importante não demorar mais de 48 horas para procurar um hospital. Caso seja necessário, o tratamento é ofececido gratuitamente pelo SUS. 

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