Campanha ‘Resgate Cultural’ reúne fotografias e destaca memórias de moradores de Santa Isabel

Campanha ‘Resgate Cultural’ reúne fotografias e destaca memórias de moradores de Santa Isabel

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Ação é promovida pela Casa de Memórias e tem o objetivo de preservar história da cidade.

Preservar memórias de uma cidade e permitir que as novas gerações conheçam a história que faz parte da cultura de toda uma comunidade. Esse é o objetivo da campanha “Resgate Cultural”, da Prefeitura de Santa Isabel. A ação, que reúne fotografias antigas dos próprios moradores, tem ganhado destaque no Centro de Memória Visual .

São registros que vão de momentos marcantes da cidade, como a enchente que a atingiu em 1968, até fotos premiadas. O ator é Francisco Sanches Baptista, o Chico Fotógrafo. Ele foi pioneiro na área e registrou praticamente tudo o que aconteceu em no município entre a década de 60 e os anos 2000.

O acervo dele foi doado para a Prefeitura e está abrigado no Centro de Memória Visual. O espaço está aberto para que outras famílias da cidade também dividam as suas memórias.

“Inicialmente a gente prioriza a fotografia, que é nosso material, mas pode trazer objetos, um folheto, material gráfico. Esse material chega pra gente, a gente, com uma equipe multidisciplinar, faz uma triagem do que é importante e do que não é importante. Depois disso, vai passar por um processo de limpeza”, comenta Emerson Bicudo, diretor artístico do espaço.

A campanha “Resgate cultural: ajude a contar nossa história” é o primeiro passo de um projeto antigo da cultura. “A gente pensa que o Centro de Memória é uma sementinha do que pode ser muito grande, até mesmo um museu de Santa Isabel. Inclusive, já estamos co o Sisem de São Paulo [Sistema Estadual de Museus], que é o grupo que nós estamos cadastrados com eles, para acompanhar todo esse crescimento para a gente se tornar um museu”, completa Bicudo.

A contribuição da pensionista Rosalina de Oliveira Krauss já chegou por lá. Aos 83 anos, ela revisitou o passado durante a pandemia e relembrou histórias que trazem a nostalgia de tempos mais simples.

“Aqui em Santa Isabel existiu dois clubes: Junta e Literário. A comissão do Literário resolveu me escolher como rainha. Então, nesse dia, era um carnaval muito familiar, muito delicioso. Eu fiquei muito feliz de ser a rainha do clube. O carnaval foi no de 1961”, diz, enquanto mostra a foto.

“Quem regrediu mesmo, foi bem para o passado, foi a minha mãe. Chega até a emocionar. Foi uma época onde tudo era mais natural. Geralmente, as fotos digitais é totalmente diferente das fotos antigas, que tem revelação, que você tem mais sentimento ali, né?”, diz a filha Angélica Krauss.

As fotos que chegam ao espaço são todas digitalizadas. Esse processo vai ser feito com todo o material que for doado ou emprestado para a campanha. As originais voltam para as famílias ou são colocadas em um ambiente climatizado, tudo para preservar a qualidade das imagens.

Por enquanto poucas doações foram feitas. No entanto, o que já chegou inspirou a Angélica a levar as memórias para um outro tipo de arte.

“O próximo projeto da gente é unir o acervo, as fotos com acervo, transformar em desenho e esse desenho transformar em bordados manuais, contanto as histórias de Santa Isabel, os pontos históricos da cidade”, conclui Angélica.

O Centro de Memória fica na Avenida República, 118, no Centro. O funcionamento é das 9h às 16h. O telefone para informações é o 4657-3464.

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