Seca prejudica criação de peixes em Santa Isabel e compromete renda de pescadores

Associação de pescadores cria tilápias em tanques na Represa do Jaguari, que está com nível baixo de água.

A falta de chuva prejudica a criação de tilápias em tanques-rede em Santa Isabel. Os peixes crescem dentro de gaiolas na Represa do Jaguari. O problema é que o nível do reservatório está muito baixo.

Com as gaiolas cheias e pouco oxigênio, muitos peixes não resistem. Essa realidade é cada vez mais difícil para a Associação de Pescadores de Santa Isabel responsável pela criação de tilápias.

Em julho, onde agora tem gado, tinha água. Os pescadores da associação monitoram diariamente a queda. Os peixes criados na represa são vendidos vivos para comerciantes de Santa Isabel e região.

Nessa época, a associação estaria tirando a média de 2 toneladas de tilápia, por semana. Mas nos últimos 20 dias, 6 toneladas de peixe deixaram de ir para o mercado. É que como a represa está muito baixa, não dá para tirar os peixes das gaiolas. “A gente fica impossibilitado de mexer nas gaiolas porque aonde a gente tem o pier ele não dá profundidade ideal. A gaiola tem 2 metros e dá um bolsão embaixo de 40 centímetros. Então, hoje aqui no píer eu tenho 1,40 metro de profundidade e a gaiola tem 2,40. Se eu puxar a gaiola de lá para por no píer e fazer a despesca, os peixes que estão embaixo da gaiola vão vir arrastando no fundo da gaiola a tela vai dobrar, vai machucar e matar os peixes. Então, por isso, a gente acha melhor não mexer nos peixes”, explica Jair Simão Ferreira que faz parte da associação de pescadores.

A criação de tilápias é o sustento de cerca de nove famílias de Santa Isabel. Até a venda dos peixes são sete meses de cuidados e investimentos. Sem conseguir vender, os pescadores se revezam e dividem o pouco do lucro que entra.

Mas como ainda os nove tanques estão cheios, os gastos para manter a criação já estão altos. “Nós deixamos de vender as 6 toneladas devido a baixa do reservatório. Hoje, o volume de peixe, que a gente tem aqui, estamos gastando quatro sacos de ração por dia. E cada saco custa R$ 60, e há 20 dias estamos fazendo isso. Imagina quanto não estamos tendo de prejuízo”, diz Ferreira.

A Represa do Jaguari faz parte do Sistema Cantareira que opera hoje com 40% da capacidade de armazenamento.

Além da seca, outra preocupação dos pescadores é o calor. A temperatura ideal da água para criação de tilápias é 24,4 graus. Acima dos 28 graus já acende o alerta. Ano passado, 2 mil quilos de peixes foram perdidos por causa da água muito quente. “Não estamos no verão, estamos na primavera ainda. A temperatura da água aqui já chegou a 26,6 graus. Então, quanto menos volume de água a gente tiver mais quente a água vai ter. Se abaixar mais, temperatura da água vai subir e prejudica o peixe. Espero em Deus que volte a chover para que a gente fique mais tranquilo.”

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