Lucro líquido da Suzano cai 60% no quarto trimestre de 2019

Queda ocorreu por efeito da desvalorização do preço da celulose de eucalipto.

A Suzano, maior produtora mundial de celulose de eucalipto, continuou sentindo o peso da forte desvalorização dos preços da matéria-prima e registrou desempenho operacional pior no quarto trimestre, na comparação com o mesmo período de 2018.

O lucro líquido da companhia de outubro a dezembro recuou 61% em base anual, para R$ 1,175 bilhão.

Frente ao terceiro trimestre, porém, o resultado financeiro positivo, explicado pelo efeito positivo da variação cambial sobre a marcação a mercado da dívida e de contratos de hedge (proteção cambial), ajudou na reversão de um prejuízo de R$ 3,46 bilhões.

O resultado financeiro líquido ficou positivo em R$ 1,624 bilhão no trimestre, queda de 3% em base anual, mas revertendo um resultado líquido negativo R$ 6,493 bilhões no terceiro trimestre de 2019.

Aumento na receita líquida

Diante do maior volume de vendas de celulose, e do desempenho positivo no negócio de papel, a Suzano registrou receita líquida de R$ 7,049 bilhões no quarto trimestre, 3% abaixo do verificado um ano antes — quando os preços da celulose eram superiores e a companhia não teve um bom desempenho em volume —, mas 7% acima da receita vista no terceiro trimestre.

O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da companhia totalizou R$ 2,342 bilhões, com baixa de 25% frente ao quarto trimestre do ano anterior. Ante o terceiro trimestre, houve recuo de 7%.

Em dezembro, a dívida líquida da Suzano estava em R$ 54,1 bilhões, com queda de 2% em três meses. A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado em dólar, ficou em 4,9 vezes, comparável a 4,3 vezes em setembro.

Estoques

A Suzano acelerou o ritmo de redução dos estoques de celulose no quarto trimestre e retirou cerca de 650 mil toneladas da matéria-prima que tinha em inventário, segundo informações que acompanham as demonstrações financeiras do intervalo. No terceiro trimestre, essa redução havia ficado em 450 mil toneladas.

Ao mesmo tempo, a companhia registrou venda recorde de celulose no trimestre, com 2,92 mil toneladas. O volume é 15% maior do que o registrado no terceiro trimestre e 40% acima do verificado um ano antes, considerando-se a fusão com a Fibria.

Já a produção de celulose da Suzano caiu 12% no quarto trimestre, na comparação anual, para 2,27 milhões de toneladas. Frente ao terceiro trimestre, houve alta de 8%. A Suzano já havia informado ao mercado que a produção de fibra em 2019 seria menor do que a vista em 2018, como parte da estratégia para reduzir estoques, e encerrou 2019 com 8,76 milhões de toneladas produzidas, contra 10,26 milhões de toneladas no ano anterior.


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