Obra feita há 7 anos prejudica o trânsito, pedestres e comerciantes em Suzano

Objetivo da obra na Avenida Major Pinheiro Fróes é ampliar a rede coletora de esgoto.

Os moradores de Suzano convivem com uma obra há sete anos. A obra da Sabesp na Avenida Major Pinheiro Froes começa e para.

Quase uma década não foi suficiente para a companhia de saneamento básico ampliar a rede coletora de esgoto.

Os comerciantes afirmam que as intervenções espantam os clientes das lojas. Já os pedestres enfrentam vários desvios e os motoristas circulam com dificuldade.

A obra de ampliação da rede de esgoto na região da avenida ficou paralisada por dois anos. De acordo com a Sabesp, em 2017, rompeu o contrato com a empresa que fazia o serviço.

Os buracos foram fechados sem acabar a obra.

O Diário TV acompanha essa novela desde que os trabalhos começaram no local em 2012.

A obra é para instalação de 4,5 quilômetros de tubulações para ampliar o tratamento de esgoto em cinco cidades, incluindo São Paulo.

Cerca de 1 quilômetro por ano foi isso que a Sabesp não conseguiu terminar lá atrás. Para desespero dos comerciantes, a obra retornou em janeiro deste ano.

Fernando Yamazaki tem uma loja de flores e plantas bem na avenida onde tá sendo feita a obra. “Eu acho um absurdo. A obra que Mogi fez no Córrego dos Canudos é uma obra de uma infraestrutura enorme que foi concluída em três anos. E corretamente com canalização, com tudo”, observa o comerciante.

Com a obra voltaram os vários pontos de interdição nos dois lados da avenida e, claro, queda de movimento nos comércios e acidentes. “Veja o trânsito ele é assim o dia todo. As pessoas hoje têm dinâmica maior. Eles não têm tempo de dar a volta. Então, o movimento caiu entre 40% a 50%. Os acidentes voltaram por falta de sinalização. Ela é precária. Eu tive um funcionário atropelado e está afastado por 60 dias”, explica Yamazaki.

A Avenida Major Pinheiro Froes, trecho urbano da SP-66, liga Suzano a outros município do Alto Tietê, leva para o trecho Leste do Rodoanel e ainda para Rodovia Ayrton Senna. “Eu trabalho há mais de 20 anos em São Paulo e a Sabesp nunca termina isso. Eu saio 30 minutos mais cedo para trabalhar”, afirmou um dos motoristas preso no congestionamento.

O aposentado Izaltino Lopes Soares concorda que a obra é para benefício da cidade. “Mas complica para passar na calçada, principalmente quem tem deficiência física. É complicado.”

Nova etapa e prazo de conclusão

Adriano Carvalho Barbosa é coordenador de Empreendimentos do Projeto Tietê.

Ele afirmou que uma das causas da demora é que o contrato com a outra empresa foi reincidido no início de 2016, depois que 74% do trecho foi feito.

A outra causa é o solo instável. “Ele é instável por estar na várzea do Rio Tietê. Encontramos rocha que é bom para escavar, mas também argila, areia e muita água. E na época de chuva temos que parar porque é muita água.”

Outra mudança feita durante a execução da obra foi a forma como o solo é escavado atualmente. “Fizemos com um equipamento mais de 70%, mas teve dificuldade por causa do solo. Quando o equipamento encontra solo duro ele tem dificuldade de escavação e quando o solo é muito mole também tem problemas. Por isso, agora optamos em retirar esse equipamento e terminar esse trecho, basicamente com serviço manual.”

Barbosa garantiu que a Sabesp pretende terminar a obra no prazo que é dezembro de 2019.

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