Policiais militares de Suzano realizam parto de mulher que não teve tempo de chegar ao hospital

Família estava a cerca de 10 minutos do hospital quando a criança começou a nascer e decidiu pedir ajuda na base da PM. Um dos policiais que estavam no local já havia realizado outros dois partos e ajudou no nascimento da pequena Luiza.

Policiais militares de Suzano realizaram na manhã deste domingo (31) o parto de uma mulher que não teve tempo de chegar ao hospital. Com luvas e máscaras por conta da pandemia do novo coronavírus, eles auxiliaram o nascimento do segundo filho do casal Thais e Renato Pinheiro de Souza, a pequena Luiza.

A família mora no bairro Marengo, em Itaquaquecetuba, e estava a caminho da Santa Casa de Suzano, quando a avó materna, que estava no carro com a mãe e o pai da criança, percebeu que a filha já estava em trabalho de parto.

A decisão do pai foi a de entrar na base da 4ª Companhia do 32º Batalhão e pedir ajuda, pois estavam a cerca de 10 minutos do hospital.

“No caso você precisa primeiro acalmar as pessoas que estão ali e passar segurança para a mãe. Então eu fiquei ao lado dela, orientando sobre a respiração e as contrações, enquanto o soldado Medeiros ficou do outro lado para segurar a criança. Na hora a gente nem percebe o tempo passar, mas eu acho que não demorou 15 minutos e a neném nasceu”, conta.

Segundo o pai, o medo maior no momento era de que a situação se agravasse e não houvesse ali os equipamentos necessários para salvar a vida da filha. “Quando ela nasceu, a gente ficou muito emocionado, e também aliviado, porque foi uma alternativa emergencial, mas lá estavam as pessoas preparadas para nos ajudar”, conta o pai.

Após o parto, uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi até o local. A equipe cortou o cordão umbilical, envolveu mãe e filha em manta térmica, porque eram 6h30 e fazia menos de 10 graus na cidade. Elas foram encaminhadas para a Santa Casa de Suzano e passam bem.

“A gente pensou que a minha filha não nasceria tão rápido, porque a minha mulher começou a sentir pouca contração. A gente só resolveu ir para o médico naquele momento porque teve um pequeno sangramento, mas a dor não era tanta. Por conta da pandemia, as visitas estão com algumas restrições, mas eu vou conseguir ver elas duas hoje à tarde, agora ainda mais aliviado”, diz o pai.

“Eu já vi algumas reportagens de policiais que tiveram que fazer partos em situações de emergência e a situação era de emergência, optei por pedir ajuda a eles e em pouco tempo eles prepararam tudo e a minha filha nasceu. Na hora, a preocupação era tanta, que eu nem pensei em luvas ou máscaras, mas eles tomaram todo o cuidado em colocar a luva e máscara por conta da pandemia”, diz o pai Renato.

Para amenizar a apreensão do momento, na base estava o sargento Reginaldo Pereira de Lucena, policial militar há 26 anos, que já havia realizado outros dois partos. Um no bairro da Penha e o outro no Grajaú, durante o trabalho. O primeiro deles, quando tinha apenas três anos de profissão.]

Agora os policiais esperam por uma visita da família, depois que o momento de isolamento social passar. “Mesmo já tendo passado por isso, não tem como não se emocionar. O olho enche de lágrimas. Depois eu percebi que o nome da menina é Luiza, e ela nasceu justo no dia do aniversário do meu irmão Luiz. Falei para ele e ele também se emocionou”, conta o sargento Lucena.

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