Prédios abandonados de escolas causam revolta e problemas aos moradores e Suzano

Eles eram usados pelo Sesi que entregou unidades em condições de serem usadas pela Prefeitura. Administração municipal afirma que prédios não foram entregues em bom estado e haverá reforma.

O Serviço Social da Indústria (Sesi) tinha duas escolas em Suzano. Elas foram fechadas para a construção de uma outra bem maior. A nova unidade conta com uma estrutura educacional e esportiva muito superior à oferecida antes. O problema agora está nos prédios desativados. O Sesi devolveu as escolas em perfeitas condições para a Prefeitura que nunca mais utilizou os imóveis. Assim, o patrimônio público se deteriorou.

Vizinhos e os moradores não se conformam com o descaso com a educação pública. Um dos prédios fica no Jardim Monte Cristo. Do lado de fora é possível ver os sinais do vandalismo e o mato está alto.

Seja pelo muro ou por aberturas no portão, qualquer pessoa invade o prédio. Portas e janelas já foram levadas e também tem infiltração e água parada nas salas.

O local fica entre o Rodoanel e um rio. Em março do ano passado, o Diário TV denunciou a situação. De lá para cá pouca coisa mudou. Na época, a Prefeitura de Suzano respondeu que o prédio tinha sido oferecido para uma possível parceria com o governo estadual ou federal e que a limpeza do local seria feita.

Quem mora perto da escola não lembra de ter visto nenhuma movimentação a respeito disso. “Depois que o Sesi desativou ninguém fez mais nada ai”, conta a dona de casa Celina Pereira Dantas.

O outro prédio devolvido pelo Sesi fica no Jardim Natal. Desde 2017, o Diário TV mostra os problemas enfrentados pelos moradores por causa do abandono do local. O Sesi saiu da unidade em 2016. Em pouco tempo, a falta de manutenção transformou o espaço, que ficou degradado

Em março do ano passado, a Prefeitura informou que, como o terreno está em uma área industrial, a ideia era fazer a instalação de uma empresa. Em 2017, a administração garantiu que cuidaria da segurança do prédio.

Eles até tentaram fechando a entrada principal, mas, segundo os moradores, não adiantou. “As pessoas continuam entrando, não sei o que eles fazem lá dentro, mas é bem complicada a situação. Os moradores continuam se sentindo inseguros”, afirma Mafra Pereira Barreto, diretora do sindicato das costureiras.

Em maio do ano passado, os moradores se reuniram com o prefeito Rodrigo Ashiuchi no bairro. Na ocasião ele garantiu que traria uma escola para o local. Meses depois, os moradores continuam esperando.

“Nós só queremos o que foi prometido. Não temos como culpar as pessoas, porque isso é da gestão passada, mas quero que ele cumpra”, fala a dona de casa Cláudia Ferreira.

Segundo a Prefeitura, o prédio no Jardim Monte Cristo foi entregue em 2017, mas não estava em boas condições para uso e o órgão está realizando tratativas junto à iniciativa privada para recuperar o local. Já a limpeza do local e a manutenção do prédio, de acordo a instituição pública, foi feita pela última vez em janeiro de 2020, e em relação a segurança, a GCM faz rondas regularmente.

O prédio desativado do bairro Jardim Natal passou a pertencer a Secretaria de Cultura em 2019. De acordo com o secretário da pasta Leandro Bassini, os prédios foram entregues em más condições e houve a necessidade de planejamento estratégico para destinação de cada local.

Ainda segundo Leandro Bassini, ocorreram tentativas de parcerias público-privada para recuperação do local, que durou até o final do segundo semestre de 2019, mas sem resultado positivo. A Prefeitura vai assumir toda a reforma do espaço, que começará em março de 2020. Já a segurança da escola é feita pela GCM e a limpeza é realizada regulamente, de acordo com o secretário. A data prevista para entrega das obras para 2021.

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