Com demora na realização de exames, UBS de Itaquaquecetuba é alvo de reclamações

Com demora na realização de exames, UBS de Itaquaquecetuba é alvo de reclamações

Alguns pacientes elogiam o serviço, mas quem precisa de exames, por exemplo, reclama da demora no agendamento.

O atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Morro Branco, em Itaquaquecetuba, divide opiniões. Alguns pacientes elogiam o serviço, mas quem precisa de exames, por exemplo, reclama da demora no agendamento.

A operadora de telemarketing Alessandra Gomes conta que esperou por mais de uma hora para fazer exame de sangue no posto. “Marcaram para 7h da manhã. Cheguei 7h e ainda não fiz exame. Estou com a neném dormindo. Estou lá e estou aqui olhando. Estou de jejum, não fui atendida. Perguntei ‘vai demorar?’. Mas não sei quantas pessoas na frente. Minha ficha já rodou e não chamaram ainda”, reclama.

A dona de casa Rosana Félix tem problemas no estômago e diz que está há mais de um ano sem conseguir fazer alguns exames. Por causa da demora e das frequentes crises, ela teve que pagar R$ 400 para fazer endoscopia.

“Não dava para esperar, não tinha como. Eu estava com uma bactéria no estômago, estava com gastrite e esofagite. Eu estava muito mal, ia para o hospital e voltava. Através disso [do exame pago] foi onde eu consegui fazer o tratamento”, explica.

Rosana conta ainda que, além de não conseguir fazer exames na rede municipal, retornar ao médico no posto de saúde também é complicado. Para este ano não tem mais vaga.

“Só vai começar agora em janeiro. Eu acho que isso é uma falta de amor ao próximo. Todos que são assalariados, o dinheiro que a gente ganha não tem esse recurso para poder está procurando pago. Então, a gente necessita do posto. É uma coisa que a gente precisa, é um direito da gente”, diz.

Vanessa Aparecida dos Santos, que é dona de casa, também depende da UBS Morro Branco. Ela reclama que a unidade não funciona no horário correto e fecha cedo, às 13h ou 14h. “[Deveria ficar aberto] até umas 16h, 17h”, diz a moradora.

Mas nem todo mundo enfrenta problemas no local. O inspetor de qualidade Luiz Otávio Albuquerque, que foi à unidade para levar um exame da filha, diz que nunca teve dificuldade para conseguir pediatra. “Para a gente é tranquilo. Todas vezes que a gente precisou, foi de pronto atendido”, relata.

Conceição Mendes também gosta da unidade. Há cinco meses ela vai de outro bairro, percorre quatro quilômetros e meio, para ser atendida no Morro Branco. “Era do Parque do Carmo. Transferi para cá, porque aqui o atendimento é bem melhor. Médico, exame, tudo que eu preciso eu corro aqui. Medicamento aqui não falta. Não tenho problema”.

Em nota, a Prefeitura de Itaquaquecetuba disse que houve um aumento da demanda e que está providenciando a ampliação do serviço por meio de um aditamento contratual. Sobre a falta de médicos, diz que está providenciando novas contratações. Destacou também que alguns tipos de exames são feitos pela Secretaria Estadual da Saúde e que depende da oferta do estado.

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