Moradores de Itaquaquecetuba reclamam da falta de limpeza em córrego

Moradores de Itaquaquecetuba reclamam da falta de limpeza em córrego

Lixo e até pasta com símbolo da Prefeitura podem ser encontrados em curso d’água. Após reportagem, administração fez a limpeza do local.

Os moradores do bairro Nova Itaquá, em Itaquaquecetuba, estavam preocupados com a falta de manutenção em um córrego do bairro. O local está tão cheio de lixo que, em alguns pontos, não dá sequer para ver a água.

Segundo a Prefeitura, os maquinários já estiveram no local realizando a limpeza, já que o excesso de lixo, como garrafas pet, sacos de lixo, pedaços de móveis impedem o escoamento da água no córrego. (Confira resposta completa abaixo)

No curso d’água havia garrafa de refrigerante, um tubo de pasta de dente, galão d’água, frasco de inseticida e até um chuveiro. Até uma pasta com o símbolo da Prefeitura é possível ver no meio do lixo no córrego.

O vendedor Lindomar Paulino de Lima há um ano passa perto do córrego. “É sempre sujo. Quando chove na época de novembro e dezembro a rua não tem condição. Nada é resolvido”, afirma Lindomar Paulino de Lima.

Parece que o córrego está abandonado há tanto tempo que fica até difícil distinguir o córrego das margens. O mato cresceu no meio do lixão que se acumulou e que está prejudicando o fluxo do rio.

O vendedor Alessandro Ferreira Duarte afirma que o problema está em uma parte onde tem uma bifurcação. “O rio desce e precisa sair por algum lugar que é o Rio Tietê. Só que ele desce e a sujeira fica, a água limpa passa e fica bloqueada”, explica o vendedor Alessandro Ferreira Duarte.

O Hospital Santa Marcelina fica ao lado do córrego, local com descarte de lixo.

Jovelina Conceição dos Santos teve que improvisar uma plataforma para conseguir tomar banho. Por causa do rio cheio, o esgoto está voltando. “Eu tomo banho no meio do esgoto. Tem duas caixas de esgoto, os vizinhos que entram na caixa e desentopem, correndo risco de ficar doente.”

A moradora já perdeu a conta de quantos móveis perdeu por causa dos alagamentos. Fora o prejuízo psicológico. “Internada na psiquiatria, mediante o nervoso que eu passei.”

Segundo os moradores, quem antes ajudava a limpar o córrego era uma mineradora de areia. Mas ela não tinha autorização para isso e foi multada. Então, parou de ajudar.

Como a Prefeitura também não fazia nada, eles decidiram buscar uma solução: fizeram um ofício e a empresa disse que daria máquina e mão de obra. A Prefeitura teria só que autorizar o serviço e ajudar com o transporte e destinação do lixo.

“Estão esperando dar enchente na casa dos outros para ficar todo mundo correndo para lá e para cá. Porque ajudar mesmo, a Prefeitura não está fazendo nada aqui em Itaquá”, afirma Claudio Lourival Cardoso.

Ele mora no bairro há 35 anos e reclama que o descaso sempre foi assim. Cardoso diz que nunca viu uma equipe da Prefeitura limpando o córrego. “Prefeitura mesmo nunca vi limpar nada aqui. Quem limpava era o porto de areia.”

Depois da gravação da reportagem do Diário TV na sexta-feira (6), nesta terça-feira (10), o córrego estava limpo.

A coordenadora de projetos do Instituto Itaquareia, Flávia Casali, informou que um morador mandou uma carta para falar sobre a questão do córrego. O instituto ajudou esse morador a formular um documento para ser protocolado na Prefeitura. Segundo Flávia, o instituto se colocou à disposição para auxiliar com maquinário e dar suporte para a limpeza do córrego, mas até hoje a Prefeitura não entrou em contato.

A administração municipal mandou uma nota informando que o local é limpo mas volta a ficar sujo com frequência por causa do descarte de lixo por parte da população.

Segundo a Prefeitura, os maquinários já estiveram no local realizando a limpeza, já que o excesso de lixo, como garrafas pet, sacos de lixo, pedaços de móveis impedem o escoamento da água no córrego.

Ainda segundo a Prefeitura, a limpeza vai ser feita por completo no trecho, mas não foi informado um prazo para os trabalhos acabarem.

A administração municipal pede ainda que os moradores não joguem lixo no córrego, principalmente por conta da época de chuvas que se aproxima.

Denúncias podem ser feitas pelo serviço de WhatsApp “Alô Prefeitura”, no número 98556-4212.

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