Trio suspeito de agiotagem e ameaça é preso em Itaquaquecetuba

Trio suspeito de agiotagem e ameaça é preso em Itaquaquecetuba

Ameaças continuaram mesmo após pagamento da dívida. Suspeitos foram presos quando receberam o dinheiro de uma das vítimas, que havia denunciado o caso à polícia.

A polícia prendeu três homens em Itaquaquecetuba suspeitos de fazerem parte de uma quadrilha de agiotagem. Uma das vítimas vinha sendo ameaçada, mesmo depois de pagar a dívida.

Durante a prisão, na sexta-feira (1º), a polícia encontrou cheques, cartões de banco e material de propaganda oferecendo crédito imediato. Segundo a polícia, tudo isso fazia parte de um esquema organizado de empréstimo ilegal de dinheiro, liderado pela quadrilha.

Na sexta-feira, três homens foram presos. Com eles os policiais também apreenderam uma réplica de arma de fogo 9 milímetros.

Um dos suspeitos, segundo a polícia, apresentou uma credencial e se identificou como funcionário da Secretaria de Administração Penitenciária, mas a informação ainda está sendo checada.

Os suspeitos foram presos em uma padaria de Itaquaquecetuba. Há cerca de um mês, uma vítima registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Poá.

Ela disse à polícia que estava sendo extorquida e ameaçada por criminosos depois de fazer um empréstimo informal no valor de R$ 25 mil, mesmo pagando toda a quantia com juros de 10%.

Segundo o delegado Eliardo Jordão, os suspeitos começaram a exigir mais dinheiro. “Valor este que poderia chegar até R$ 75 mil. Tudo leva a crer que são pessoas que vivem neste meio de atividade ilícita”, diz o delegado.

Os homens fizeram um vídeo em frente à casa da vítima e mandaram para ela, como forma de ameaça.

Em um áudio, ele diz “amigão, quando você estiver com o dinheiro na mão, na padaria em que a gente combinou, você dá um toque em nós. Nesse meio tempo, enquanto você não vem atrás da gente, a gente vai atrás de você”, diz a mensagem.

Justamente nesse encontro, na padaria, os investigadores da delegacia de Poá armaram campana e prenderam os três homens.

“Havia uma divisão de tarefas, em que um ficava responsável em ameaçar, outro de fazer o contato, outro de fazer segurança do local para receber o dinheiro. A gente não descarta que tenha outras pessoas envolvidas”, explico o delegado.

O envelope com dinheiro que a polícia apreendeu foi devolvido para a vítima.

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