Suzano tem prejuízo de R$ 3,46 bilhões no 3º trimestre

Suzano tem prejuízo de R$ 3,46 bilhões no 3º trimestre

Resultado refletiu queda de 33% da receita líquida, para R$ 6,6 bilhões, na esteira do menor volume de vendas de celulose queda do preço médio da tonelada vendida.

A Suzano suspendeu suas previsões de produção de celulose para 2019 após ter registrado um prejuízo bilionário no terceiro trimestre, refletindo a queda de preços e de volumes de celulose no mercado internacional, combinada com os efeitos financeiros da alta do dólar.

Maior produtora mundial de celulose de eucalipto, a Suzano anunciou nesta quinta-feira (31) que teve prejuízo líquido de R$ 3,46 bilhões no período, perda superior à previsão média de analistas compilada pela Refinitiv, de 3,26 bilhões.

O resultado financeiro mostrou uma perda em R$ 6,5 bilhões, 133% ainda mais negativo do que em igual etapa de 2018, devido aos efeitos da desvalorização cambial sobre a dívida em moeda estrangeira, incluindo com instrumentos de hedge.

Já o resultado operacional da Suzano medido pelo lucro antes de impostos, juros depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de R$ 2,396 bilhões, queda de 56% ante mesma etapa de 2018. A previsão média de analistas para esta linha era de R$ 2,62 bilhões. A margem Ebitda despencou 18 pontos, para 36%.

Essa piora refletiu a queda de 33% da receita líquida, para R$ 6,6 bilhões, na esteira da queda de 12% no volume físico de vendas de celulose (para 2,55 milhões de toneladas) e de 16% no preço médio da tonelada vendida.

“O desbalanceamento dos fundamentos do mercado já constatado nos trimestres anteriores foi potencializado pela sazonalidade no Hemisfério Norte o que acabou por ocasionar uma acentuada e maior correção nos preços das fibras longas e curtas frente aos períodos anteriores”, afirmou a Suzano no balanço.

A saída foi fazer paradas na produção. No trimestre foram feitas paradas programadas para manutenção na Unidade Jacareí, na linha 1 da Unidade Mucuri e de forma parcial na linha 2 da Unidade Três Lagoas. Com isso, o estoque de celulose diminuiu em cerca de 450 mil toneladas.

O custo caixa de celulose de julho a setembro foi de R$ 717 por tonelada, aumento de 20,3% sobre um ano antes.

Em fato relevante, a Suzano informou ainda que decidiu descontinuar a projeção de volume de produção de celulose de mercado referente a 2019, devido às condições do mercado.

De todo modo, a companhia afirmou ter percebido no final do trimestre uma retomada da demanda no Hemisfério Norte, “a ponto de vários anúncios de aumento de preços terem sido realizados pelos produtores de celulose fibra longa para os mercados chinês e norte-americano”.

Já a produção e venda de papel caíram 7% no comparativo anual, refletindo entre outros fatores a queda da demanda no mercado doméstico.

No fim de setembro, a dívida líquida da Suzano somava R$ 55,2 bilhões, um aumento de 136% sobre 12 meses antes.


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