Morte de voluntário em estudo da Coronavac teria sido suicídio

Morte de voluntário em estudo da Coronavac teria sido suicídio

Informação confirmada pela TV Cultura seria evento adverso grave que causou suspensão de estudos clínicos para o desenvolvimento da vacina

A morte de um voluntário nos estudos clínicos da Coranavac, vacina produzida pelo Instituto Butantan e pela farmacêutica chinesa Sinovac teria sido um suicídio. A informação foi confirmada pela TV Cultura nesta terça-feira (10). O fato teria sido o evento adverso grave responsável por causar a suspensão dos estudos clínicos para o desenvolvimento do imunizante.

“O que os médicos não podem dizer em nome da ética médica mas nós, jornalistas, devemos dizer em nome do interesse público e do combate às informações falsas é o seguinte: o evento adverso, que como explicado na coletiva de imprensa [do Instituto Butantan], é uma forma da literatura médica se referir a acontecimentos não relacionados ao que está em testes, não tem necessariamente relação com a vacina, diz respeito a um voluntário que tirou a própria vida”, afirmou o âncora Aldo Quiroga.

A previsão é de que o laudo do IML que confirma a causa da morte seja divulgado às 17h desta terça.

O governador João Doria não participou da coletiva de imprensa, mas comentou a suspensão dos estudos clínicos pelas redes sociais. “‘Efeito adverso grave’ de um voluntário da Coronavac não está relacionado à vacina. Anvisa é um órgão técnico. Confio que testes com a vacina do Butantan serão retomados de imediato. Objetivo do Butantan é viabilizar vacina segura para todos os brasileiros. Único adversário é o vírus”, escreveu em sua rede social.

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Na noite desta segunda (9), a Anvisa anunciou a suspensão dos testes da vacina contra a covid-19, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech. No mesmo dia, o governo de São Paulo havia anunciado a chegada de milhares de doses do imunizante no próximo dia 20.

Em coletiva de imprensa na manhã desta terça, o Instituto Butantan reforçou que a vacina é segura e que o óbito não está ligado ao imunizante. “Nós estamos tratando aqui de um evento adverso grave que não tem relação com a vacina. Essa informação está disponível à Anvisa desde o dia 6, quando foi notificado o evento adverso grave”, afirmou Dimas Covas, diretor do Instituto.

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