Felipão reestreia pelo Cruzeiro para reviver arrancada que levou Palmeiras ao título em 2018

Felipão reestreia pelo Cruzeiro para reviver arrancada que levou Palmeiras ao título em 2018

Treinador iniciou trajetória no Verdão exatamente na 17ª rodada e levou o time da 6ª colocação à liderança, com 54 pontos conquistados em 66 disputados

Treino comandado na segunda-feira e contrato registrado na CBF. Tudo pronto para Luiz Felipe Scolari reestrear como treinador do Cruzeiro. Dezenove anos depois da saída, o treinador voltará ao banco com uniforme estrelado nesta terça-feira, às 21h30 (de Brasília), contra o Operário-PR, pela 17ª rodada da Série B do Brasileiro.

A missão de Felipão não é nada fácil: tirar o time da penúltima colocação e leva-lo ao G-4, em apenas 22 jogos. A diferença que separa o Cruzeiro da Ponte Preta, que abre a zona de classificação à elite, é de 14 pontos.

A média para acesso na Série B de pontos corridos é de 62 pontos. O Cruzeiro, portanto, precisaria conquistar 49 dos 66 restantes, o que corresponde a 74% de aproveitamento. Difícil, mas não impossível. E Felipão tem um exemplo recente vivido por ele mesmo para embasar essa confiança.

Em julho de 2018, após demitir Roger Machado, o Palmeiras recorreu a Felipão para arrumar o time. O treinador estava sem trabalhar desde novembro do ano anterior, quando saiu do Guanghzou Evergrande, da China.

Na 16ª rodada do Brasileiro, ele já havia sido anunciado, mas quem comandou a equipe de forma interina por Wesley Carvalho, então auxiliar do Palmeiras. Assim como ocorreu na última sexta-feira, quando Célio Lúcio esteve no banco do Cruzeiro.

Na 17ª rodada daquele ano, Felipão esteve pela primeira vez no banco de reservas. Foi no empate sem gols com o América-MG, no Independência. O duelo desta terça-feira, em Ponta Grossa, será também pela 17ª rodada.

O Palmeiras entrou em campo naquele jogo contra o Coelho em 6º lugar do Brasileirão, com 26 pontos. A missão de Felipão era alcançar o líder Flamengo, que àquela altura tinha 34. E o treinador conseguiu. Foram 54 pontos (com 16 vitórias e seis empates) conquistados nos 22 jogos restantes.

Algo parecido com o que o Cruzeiro precisaria para conseguir o acesso, já que chegaria aos 67 pontos, uma situação bem segura em relação à volta à elite. No entanto, o que aconteceu com o Palmeiras foi algo fora da curva, fosse pelo investimento alto de uma empresa parceira e pelo fato de a pressão no clube paulista, naquele momento, ser bem menor do que é no Cruzeiro hoje, principalmente pelo fato de Roger ter sido demitido sem tantos resultados ruins.

Reestruturação em seleções

Além do trabalho de recuperação com o Palmeiras, em 2018, o experiente treinador gaúcho acumula outros trabalhos de destaque pelas seleções do Brasil e de Portugal, também liderando reestruturações e arrancadas.

Em 2001, o Brasil vivia situação complicada nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002, que seria disputada no Japão e na Coreia do Sul. A solução foi demitir o então técnico Emerson Leão e contratar Felipão, então técnico do Cruzeiro. O treinador conseguiu fazer um trabalho de recuperação e classificou a seleção brasileira para o Mundial no terceiro lugar, com 30 pontos. O comandante formou um grupo unido, que inclusive ganhou o apelido de “Família Scolari”. Com toda essa união, o pentacampeonato viria com uma vitória por 2 a 0 pra cima da Alemanha na grande final.

Já em 2003, o treinador tinha um novo desafio: assumir a seleção de Portugal e tentar levar os portugueses a dias de glória. No ano seguinte, na Eurocopa disputada no próprio país, Felipão levou Portugal para a grande final, mas acabou derrotado para a Grécia por 1 a 0, sendo uma das maiores zebras do futebol, já que os gregos nunca foram apontados como favoritos ao título. Dois anos depois, Felipão alcançou mais um grande feito à frente de Portugal. Na Copa do Mundo de 2006, disputada na Alemanha, os portugueses voltaram a disputar uma semifinal após 40 anos. Os portugueses eliminaram a Holanda nas oitavas de final e Inglaterra nas quartas. Já na semifinal acabou perdendo para a França.

Por fim, em 2012, o treinador retornou para a seleção brasileira, que vivia um momento complicado, após a demissão de Mano Menezes. E o treinador levantou mais um caneco pelo Brasil no ano seguinte, na Copa das Confederações, quando derrotou a Espanha, atual campeã do mundo, por 3 a 0 na grande final. Entretanto, o sucesso não se repetiu no Mundial. Com uma campanha irregular, o Brasil até chegou na semifinal, mas acabou sofrendo sua maior derrota em um Mundial, que foi o 7 a 1 para a Alemanha, no Mineirão.

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