Quem pratica atividades físicas em academias da região pode optar por utilizar ou não máscaras nos espaços internos dos estabelecimentos.

Este é o caso de Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Arujá e Biritiba Mirm . Essas sete cidades da região decidiram por seguir as determinações do decreto estadual assinado nesta quinta-feira (17) que retira a obrigatoriedade do uso de máscaras em alguns espaços internos.

Suzano afirmou que vai avaliar os índices municipais antes de aderir a retirada da obrigatoriedade do uso do item. Salesópolis e Santa Isabel ainda não se posicionaram.

A academia de um clube localizado no Parque Monte Líbano, em Mogi das Cruzes, seguiu as determinações da prefeitura da cidade e do governo do estado.

João Bosco de Sousa, presidente do clube, comenta que recebeu com surpresa a notícia do uso opcional em academias e outros ambientes fechados.

“O decreto de ontem até nos surpreendeu. É uma polêmica o uso de máscaras. Alguns querem usar, outros não querem. Mas o associado aqui no clube tem toda a liberdade para vir com ou sem o equipamento de proteção”, explica o presidente.

Apesar do decreto do governo estadual, João afirma que os cuidados dentro da academia e do clube permanecem. “Temos dispenser de álcool em gel espalhados pelo clube e máscaras em todos os setores para quem esqueceu poder pegar a sua”.

Segundo o presidente, os associados do clube foram avisados na manhã desta sexta-feira sobre a novidade. O anúncio foi feito pelas redes sociais. “Como o clube é um lugar de convívio de muitos amigos, a notícia se espalhou naturalmente aos associados”.

Os funcionários do clube foram orientados a explicarem para os usuários da academia a novidade. Mesmo assim, João comenta que alguns preferem por continuar com o uso da proteção.

“As pessoas têm seus parentes em casa, na sua grande maioria pais, avós ou pessoas que têm problemas de saúde. Quando o associado entra na academia e tem o choque de ver os demais sem máscara, ele lembra de seus familiares. Então é natural esse medo”, explica.

É importante lembrar que o uso continua sendo obrigatório em locais que prestam serviços de saúde, como hospitais, clínicas e consultórios, e no transporte público e em suas áreas de embarque e desembarque.