Arujá é primeira cidade a colapsar na pandemia no Alto Tietê e começa a transferir pacientes

Arujá é primeira cidade a colapsar na pandemia no Alto Tietê e começa a transferir pacientes

À tarde, uma paciente foi transferida do Pronto Atendimento Municipal do Parque Rodrigo Barreto para o Hospital da Vila Brasilândia, em São Paulo. Segundo secretário municipal de Saúde, Márcio Knoller, empresas começam a alertar para possível falta de oxigênio.

Arujá foi a primeira cidade do Alto Tietê a afirmar que o sistema de saúde colapsou diante do grande número de pacientes que precisam de cuidados avançados por causa da Covid-19. A cidade já transfere pacientes para outros municípios e, segundo o secretário municipal de Saúde, Márcio Knoller, as empresas têm alertado que pode faltar oxigênio.

“Já estamos em colapso. Quando você trabalha acima de um limite de 100% que você tem que limitar a entrada do paciente dentro da sua unidade de saúde, colocando triagem na porta, é um sinal de colapso”, afirma Knoller.

Na tarde desta sexta-feira (12), uma paciente foi transferida do Pronto Atendimento Municipal do Parque Rodrigo Barreto para o hospital da Vila Brasilândia, na capital paulista. A Prefeitura conseguiu a vaga de UTI por meio do Cross, do sistema de regulação do governo estadual, mas, mesmo com uma paciente a menos, os leitos continuaram lotados no município.

“O PA Barreto dispõe de 10 leitos de UTI, neste momento estou com 11 tivemos que abrir um leito extra para um paciente que chegou grave. Desses 11, 9 pacientes estão em ventilação mecânica, estão precisando de respirador. Nós também temos neste setor mais seis leitos ventilatórios, todos ocupados. Eu estou com 100% de taxa de ocupação de leitos ventilatórios. Temos também dez leitos de enfermaria. Desses dez leitos de enfermaria, estamos com ocupação de 90%. A nossa grande preocupação é que nossos leitos de enfermaria se transformaram em leitos ventilatórios, porque todos os pacientes estão dependentes de oxigênio”, diz o secretário.

Em frente ao Pronto Atendimento Barreto, foi montada uma tenda para triagem dos pacientes, uma forma de evitar aglomeração dentro da unidade. Outra tenda foi montada no PA Central. Além dos infectados e dos suspeitos, só são recebidos casos de urgência e emergência.

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“Os leitos de enfermaria, que eram pacientes de menor gravidade, que logo teriam alta, agora são pacientes que estão dependentes de oxigênio também”, afirma.

Além disso, segundo Knoller, não há mão de obra suficiente para a abertura de novos leitos. “Nós temos um problema de RH, até um problema financeiro em relação a isso. A gente não quer abrir mais leitos. Por isso que alguns casos nós até inserimos no Cross para que a gente não tenha que ampliar. Ampliar é ruim porque você não tem RH, você não tem médico, você não consegue dar toda a assistência necessária para aquele paciente quando você trabalha acima da capacidade. Isso a gente não quer”, avalia.

O oxigênio disponível é suficiente para mais cinco dias, segundo o secretário, e há o temor da falta do insumo. “Nós fazemos pedidos diários. A empresa diz que tem, mas que não tem o quantitativo que estamos costumando pedir”, diz o secretário.

Enquanto a cidade enfrenta dificuldades pra atender os contaminados, novos casos suspeitos não param de surgir. A dona de casa Solange Donizetti está com sintomas da doença e aguardava a filha, de 19 anos, fazer o teste.

“Ela sentindo muita dor de cabeça, tosse muito, essas coisas. Eu estou com falta de ar e cansaço”, diz.

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