Famílias do Alto Tietê investem nas busca por cachorrinhas perdidas

Em Guararema e Mogi das Cruzes, elas contrataram serviço de cães que farejam o cheiro dos animais perdidos.

No Alto Tietê duas famílias não medem esforços para encontrar os animaizinhos de estimação que estão desaparecidos. Até empresas especializadas nesse tipo de serviço foram contratadas. A internet também tem sido uma ferramenta e tanto nessas campanhas.

A auxiliar de departamento pessoal Marly da Silva Xavier mora em Guararema e procura desde 18 de dezembro, a Jade uma cachorrinha da raça lhasa apso que sumiu depois de ir para o pet shop para tomar banho. “Sempre fizemos questão de deixar ela e ir buscar depois. A gente nunca utilizou o serviço de táxi deles porque a gente tem um cuidado em excesso e eles sabiam disso. Então, a gente deixou ela às 16h, e eu ainda avisei para eles, terminando me manda mensagem. Combinado e toda semana isso acontecia e nesse sábado, eu deixei falei, mandou mensagem avisando que estava pronto. Meu marido foi buscar e falaram para ele que o motorista novo que estava entregando os cachorrinhos se confundiu e levou a nossa Jade para um bairro lá perto e que foi por engano. Só que quando ele foi tirar do carro, ele deixou ela escapar”, explica Marly.

Ela conta que a família usava o serviço do pet shop há um ano e um boletim de ocorrência sobre o caso foi registrado. Segundo a Marly, o Corpo de Bombeiros procurou a Jade por quase duas horas, mas não achou nenhum rastro da cachorra no local indicado pelo motorista.

Depois disso eles começaram uma campanha nas redes sociais e alguns moradores mandaram vídeos que mostram a Jade andando pelas ruas de Guararema.

Depois de reconhecer a Jade nas imagens, a família decidiu investir em um serviço especializado de busca. As equipes mapearam a região e conseguiram rastrear por onde a Jade passou. Por enquanto eles não tiveram sucesso, mas a família não perdeu as esperanças. “A gente não sabe se de repente alguém guardou para poder estar entregando, não sabe do que está acontecendo ou se alguém levou. Aqui em Guararema passa muito turista. A gente não sabe o paradeiro dela.”

A jornalista Jamile Santana também busca pela Meg uma vira-lata de 15 anos. Ela desapareceu em dezembro, enquanto a jornalista abria o portão da casa onde mora no bairro do Socorro em Mogi das  Cruzes. “Alguma coisa chamou a atenção dela fora de casa e ela saiu correndo que era um comportamento incomum dela. E eu fui correndo atrás dela, mas como estou grávida eu não consegui correr por muito tempo. Então, a gente ficou muito longe uma da outra. E aí eu voltei para pegar o carro e poder ir atrás dela de carro e nessa a gente se desencontrou e eu não achei mais o cachorro. Eu rodei três horas, procurando ela nesse dia e não encontrei”, diz Jamile.

A mobilização nas redes sociais foi enorme. A Jamile não faz nem ideia de quantas pessoas entraram em contato para dar informações. Ela também investiu em um serviço especializado para tentar encontrar a Meg. O resultado deu um direcionamento para continuar as buscas. “Depois que a gente contratou e começou a falar para as pessoas onde ela poderia estar, onde encontraram o cheiro dela pessoas que eu não conheço e que moram nessas áreas passaram a ficar mais atentas, a me ligar, a ir atrás dos cachorros nos bairros, a passear a tarde para tentar buscar ela nesse perímetro. Ajudou a gente a focar mais onde ela pode estar.”

Direito e Orientação

A advogada animalista, Adriana Anari Gil explica que em casos como o relatado pela família de Guararema existe a possibilidade de indenização. A advogada alerta que o prestador de serviço precisa estar atento que as relações envolvendo os animais se refere ao Código de Defesa do Consumidor. “Nessa perspectiva a gente precisa ter a consciência do que essa situação de fuga ou ferimento. O ptoblema da dignidade animal porque com certeza o animal em fuga, ele sofre. Ele tem um sofrimento aí desnecessário. Uma questão de indenização pela questão material, por exemplo, para os gastos em uma procura pelo animal. Como também uma esfera criminal, inclusive, pelo suposto delito de maus tratos dos animais. O prestador de serviço ele tem que prestar com total zelo e dedicação.”

A advogada esclarece ainda que quando uma pessoa procura um pet shop, ela quer uma prestação de serviço de confiança. “Ela não quer um risco para a vida do seu animal, ela não quer a fuga desse animal, ela não quer o animal ferido, ela quer pegar o animal da forma que ela deixou em plena condição de saúde. Então, essa indenização é o que a gente fala de responsabilidade objetiva. O prestador vai responder pela falha ou má prestação de serviço.”

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