Mães do Alto Tietê se unem para comprar uniformes

Mães do Alto Tietê se unem para comprar uniformes

Com filhos em escolas particulares, elas participam de grupos de mensagem para vender ou trocar peças usadas.

O ano ainda não acabou, mas quem tem criança na escola já se prepara com os gastos típicos de começo de ano. Material escolar, matrícula e uniforme estão entre as despesas para 2022. Mas um grupo de mães do Alto Tietê está usando o celular para ajudar.

As camisetas, bermudas e agasalho que acompanharam o filho mais velho da professora de educação física Luciana Gonçalves Fernandes por alguns anos podem servir para outro estudante. “A gente está vendendo o kit dele. Não vai ter mais uso, não vai mais ter outra função para a gente. E aí e a gente acaba ajudando outra família vendendo 70%, 80% do valor da loja da escola”, conta Luciana. O uniforme do filho mais novo a Luciana vendeu fácil.

As negociações acontecem em um grupo de mães em um aplicativo de mensagens. Mais de 150 pessoas conversam, trocam informações e vão se ajudando.

E o que era simplesmente uma forma de economia acabou se tornando um bom espaço para fazer novas amizades. “A gente acaba estreitando as relações. A gente acaba conhecendo, os filhos acabam se conhecendo. E no meu caso que tenho criança da educação infantil e um que se formou no ensino médio. Então o ensino médio acaba se conhecendo e saindo e os pequenos já brincam no parquinho. E fora as mães que a gente acaba estreitando esse laços de amizade.”

A empreendedora Tatiane Stella Simão é outra mãe que também que investiu em uniforme antes da pandemia e acabou ficando com as peças praticamente paradas em casa. “Contribuiu muito para uma economia. Vender o uniforme com o preço mais justo e nem todas as mães precisam pagar o preço de um uniforme novo. Já fiz venda que coloquei no grupo e foi instantâneo.”

Quem criou o grupo foi a Alexandra da Rocha Feliciano. O filho dela, Davi tem 7 anos e mudou de escola recentemente. Ela até comprou um kit para ele começar, mas a calça rasgou no primeiro dia. “Eu estava desesperada, precisando comprar mais. E eu pensei será que não tem um grupo de mães que pode me ajudar e repassar uma roupa para mim. Eu questionei as mães se não tinha chance da gente trocar roupa e não conheciam outro grupo. E eu mesma abri o grupo de compra, venda e troca de uniformes da escola. E já consegui comprar o uniforme por um preço mais em conta.”

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