Comerciantes do Alto Tietê relatam dificuldades para abastecer estoque de bebidas e preços aumentam no final de ano

Comerciantes do Alto Tietê relatam dificuldades para abastecer estoque de bebidas e preços aumentam no final de ano

Indústria reclama da falta de insumos para fabricar e envasar o produto, que acabou ficando mais caro para o consumidor final.

A falta de insumos tem prejudicado o mercado em diversos setores. No ramo de bebidas não é diferente, principalmente no final do ano, quando a demanda é maior. No Alto Tietê, os comerciantes relatam dificuldades para repor os produtos nas prateleiras e o reflexo disso vai direto para o bolso do consumidor.

A ausência de algumas marcas de bebidas para vender já foi notada pelos consumidores. Tatiane Cristina de Castro Silva é dona de uma adega e foi comprar alguns itens para abastecer o estoque. No entanto, tem produto que ela já não consegue encontrar mais.

“A gente está com dificuldade para fazer pedido, não está chegando. A gente vai nos atacadistas e também não tem mercadoria. Eles estão falando que é falta de matéria-prima. Está bem complicado para trabalhar esse ano”, relata.

Dificuldade que o Edmar Souza Zeferino, que é dono de um atacado em Mogi das Cruzes, também tem passado. Ele conta que tem bebida que não encontra desde novembro e o que os fornecedores alegam falta de insumos.

Anúncio Patrocinado

“O atraso da entrega de algumas marcas de cerveja ou até mesmo o cancelamento dos pedidos que nós realizamos, é devido à falta de insumos ou falta de embalagens de alumínio para envasar essas mercadorias. Querendo ou não, acabou impactando aí para o cliente final”, diz.

O índice de ruptura da cerveja, que é o número que mostra a falta de produtos nos supermercados brasileiros, atingiu recorde neste ano. Segundo dados da pesquisa da Neogrid, empresa especializada na sincronização da cadeia de suprimentos, a bebida alcoólica alcançou em novembro 19,45% em ruptura. Em 2019, a média era de 10%.

Se não fosse a falta de mercadoria, o Edmar acredita que estaria vendendo o dobro nesta época do ano. “Com certeza nós teríamos algo a mais em torno de 40% a 50%. Inclusive, para alguns revendedores, nós tivemos que limitar a quantidade de itens a serem vendidos”.

Além do problema em repor produtos nas prateleiras, os comerciantes também reclamam do aumento nos preços. É o caso do Lucas Spurio Alves de Godoy, que é dono de uma adega e precisou repassar o valor ao cliente final.

“Tem um aumento muito grande de bebidas das principais marcas em 20%. De bebidas quentes tem um aumento até um pouco maior. A gente acaba absorvendo um pouco desse aumento, mas acaba acarretando um pouco para o cliente”.

Anúncio Patrocinado

Para os últimos dias ele espera que o movimento melhore, mas ainda está fraco. “Final do ano, Natal, sempre vende mais. Neste ano a gente sentiu que, com esse aumento, não está vendendo tanto quanto a gente esperava”, finaliza o comerciante.

Subscribe
Notify of
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments

Artigos Relacionados

Outras Notícias

Alto Tietê Online Receba novidades e notificações na tela do seu dispositivo.
Não
Permitir Notificações