Moradores de Mogi mudam rotina para se adaptar ao toque de recolher

Moradores de Mogi mudam rotina para se adaptar ao toque de recolher

Alguns comércios diminuíram o horário de atendimento para que os funcionários pudessem chegar em casa antes do toque de restrição. Passageiros relataram transporte público mais vazio.

A fase emergencial do Plano SP exigiu diversas mudanças no funcionamento dos comércios não essenciais em Mogi das Cruzes.

Solange Santiago Galindo, gerente de uma loja de sapatos e bolsas, conta que reorganizou todo o esquema de atendimento para ficar dentro das novas normas.

“O nosso funcionamento está acontecendo on-line, então fazemos todo o abastecimento de redes sociais, também fazemos contato contato via WhatsApp – que é o mais usado hoje -, chamada de vídeo sempre que necessário. Em alguns casos, deixamos na casa da cliente com toda a segurança, ela experimenta, depois voltamos, recolhemos e finalizamos a venda”, explica.

Como a loja fica dentro do shopping, o funcionamento era até 22h mas, com o toque de recolher, o atendimento vai até 19h para que as funcionárias tenham uma hora livre para deslocamento.

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No primeiro dia útil de vigência da fase emergencial, as ruas do centro da cidade estavam parcialmente vazias. O movimento era somente de pessoas esperando ônibus para voltar para casa ou os motoboys trabalhando.

A auxiliar de limpeza Marleide Barbosa Damasceno afirma que para quem, assim como ela, precisa pegar ônibus depois das 20h, o toque de restrição ajudou a diminuir a aglomeração dentro do transporte.

O psicólogo Adriano Augusto dos Santos sempre carrega consigo o crachá de trabalho, já que é um dos trabalhadores que ainda estão na rua após o toque de restrição, a fim de evitar problemas com a fiscalização.

Para ele, a medida é válida neste momento, mas muitas pessoas ainda insistem em não respeitar. “Continua movimentado. Tem muitos bares e estabelecimentos funcionando à meia porta, dizendo não estar aberto mas lá dentro está aglomerado”, diz.

A frentista Verônica da Silva conta que o horário em que mais aparecem pessoas no posto de combustível é depois das 20h. “Agora não estão mais passando tantas pessoas, mas tem bastante gente zanzando à toa por aí ainda, sem necessidade nenhuma”, relata.

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