Morre Fumio Horii, empresário de Mogi das Cruzes, aos 87 anos

Morre Fumio Horii, empresário de Mogi das Cruzes, aos 87 anos

Horii estava internado há cerca de um mês por causa da Covid-19 no Hospital Sírio Libanês, na capital.

Morreu na noite de domingo (16) o empresário Fumío Horii, aos 87 anos, no Hospital Sírio Libanês, na capital. Horii estava internado na unidade há cerca de um mês por causa da Covid-19. O corpo deve ser velado a partir das 11h. em um templo de Mogi das Cruzes. O enterro está previsto para acontecer a partir das 15h, no Cemitério São Salvador.

Horii era um dos empresários mais bem sucedidos da cidade e atuava nas áreas de mineração, hotelaria e imobiliária. Ele nasceu na cidade de Hiroshima no Japão em 23 de dezembro de 1933.

Fumio Horii veio para o Brasil com os pais e, antes de morar em Mogi, viveu em outras cidades do estado, mas foi em Mogi que construiu família e começou os negócios.

Em 1961, ele descobriu jazidas de caulim e anos depois deixou a agricultura, se dedicando ao empreendedorismo.

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O prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha, lembra que o empresário japonês adotou a cidade. “Tem um papel importante na construção e desenvolvimento da nossa cidade. Ele poderia ter investido seus negócios em qualquer outra cidade, mas ele preferiu investir aqui, construir sua família aqui e sua história aqui. Tem muita gente que não sabe a quantidade de coisas que ele fez aqui, ele sempre foi muito discreto. Principalmente, em diversas obras assistenciais e apoio a outras pessoas.”

O presidente do Bunkyo de Mogi das Cruzes Frank Tuda destaca que Fumio Horii sempre foi um grande incentivador da comunidade japonesa na cidade. “Ele foi uma pessoa que batalhou pela comunidade, inclusive o Centro Esportivo do Bunkyo, o ginásio, foi construído por ele. Construído mesmo. Ele foi a pessoa que subiu no trator, na máquina, pegou na enxada e montou todo o centro esportivo. Também montou o campo de baseball da mesma maneira.”

Tuda recorda que o empresário ajudou também muitas entidades sociais. “Ele era uma pessoa simples, não gostava de aparecer e sempre fez essas doações. E por todo o trabalho dele o governo japonês o homenageou a pedido da comunidade nipo-brasileira”, completa Tuda

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