Sobrinho, pai e tio são presos em Mogi por suspeita de participação em homicídio em Cosmópolis

As investigações da Polícia Civil apontam que eles participaram do homicídio do sócio deles. Prisão foi no Rodeio, na manhã de quarta-feira (16).

Policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana, da Delegacia de Cosmópolis e de Mogi das Cruzes prenderam dois irmãos, de 42 e 46 anos, e o filho de um deles, de 21, por suspeita de participação no homicídio do sócio deles, em 3 de setembro, na cidade de Cosmópolis, em setembro.

A prisão ocorreu na manhã desta quarta-feira (16), no Jardim Rodeio. Além deles, outros dois suspeitos de participação no crime já tinham sido presos e as diligências prosseguem para a prisão de outros dois que também já possuem prisão temporária decretada.

Para a polícia, os três presos nesta quarta-feira são os mandantes do assassinato do sócio Christian Amâncio da Cruz. As investigações apontam que a suspeita de desvios financeiros e de peças de uma importadora do setor de bicicletas teria levado ao assassinato de um dos donos da empresa, em Cosmópolis.

Os três acusados negaram ter relação com o crime. Também foram localizadas duas pistolas, armas para a prática de airsoft que imitam pistolas e fuzis e armas de pressão. Também foram apreendidos documentos, celulares e eletrônicos.

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De acordo com a polícia, o atirador, o motorista do veículo usado no crime e um comparsa deles são de Mogi das Cruzes (SP) e seguiram com um Renault Clio até Cosmópolis já com a intenção de matar a vítima.

Na cidade, passaram por vários endereços conhecidos da vítima e, quando checavam um deles, a distribuidora de peças de bicicletas, Christian estacionou o furgão no local.

Imagens de câmera de segurança mostram que o atirador, observado por outro rapaz, que seria o comparsa, inicia um breve diálogo com a vítima e, em seguida, a executa com cinco disparos a curta distância. Segundo a polícia, a arma é um revólver calibre 38.

No mesmo dia, o carro usado no crime foi identificado por câmeras de monitoramento da Guarda Civil Municipal (GCM) de Cosmópolis e a placa foi divulgada para toda polícia do Estado de São Paulo. A partir daí, a Polícia Civil passou a monitorar o veículo.

No dia seguinte, o automóvel foi identificado ao passar por radar inteligente na cidade de Mogi da Cruzes e o motorista foi abordado pela Polícia Militar e conduzido ao 1ֻº Distrito Policial da cidade.

Equipes da Delegacia de Polícia de Cosmópolis e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana tomaram conhecimento do fato, foram à cidade, e lá o suspeito confessou a participação no crime e teve sua prisão temporária decretada e cumprida, de acordo com o registro da corporação americanense.

Na sequência das investigações, foram identificados o suspeito de ser o atirador e quem o acompanhou na prática do crime.

Em novembro, após monitoramento da equipe de investigação, as equipes apuraram que o suposto comparsa tinha sido preso por roubo em São Paulo (SP), onde também foi cumprida a prisão temporária pelo crime em Cosmópolis.

De acordo com a Polícia Civil, ele confessou sua participação no crime e delatou os ex-sócios da vítima como os mandantes do crime, além de revelar que recebeu R$ 10 mil por sua participação e que os demais comparsas teriam recebido o mesmo valor cada um.

Após delação e investigações, os delegados Fernando Fincati Periolo, da delegacia de polícia de Cosmópolis, e José Donizeti de Melo, da DIG de Americana, pediram e tiveram autorização judicial para a prisão temporária dos ex-sócios.

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